Em clima de despedida, Herrera visita Parque São Jorge

Corinthians diz que ainda não desistiu do atacante argentino; jogador foi buscar suas coisas no clube

Fábio Hecico, Agencia Estado

26 de dezembro de 2008 | 19h48

O argentino Herrera esteve no Parque São Jorge nesta sexta-feira, mas apenas no período da manhã, a fim de evitar contato com os companheiros e a imprensa. O jogador foi buscar suas coisas e acertar a venda de um carro. O clima era de despedida, já que foi informado de que seus direitos não serão comprados.Veja também: Galeria de fotos do primeiro dia de Ronaldo Com Ronaldo, reapresentação do Corinthians vira festa 'Ronaldo não será o único a brilhar', diz Jorge Henrique  Para Túlio, jogar ao lado de Ronaldo será uma 'honra'Ronaldo não será o único a brilhar', diz Jorge HenriqueEscudero: é só pagar para ele começar a treinarConfira as novidades do mercado do futebol Paulistão 2009 - Tabela Dê seu palpite no Bolão Vip do Limão  "Ainda não desistimos do jogador. Apenas não temos como pagar os US$ 2,4 milhões (aproximadamente R$ 5,6 milhões) pedidos pelo Gimnasia La Plata", afirmou Mário Gobbi, vice-presidente de futebol. O dirigente lamentou não poder ter conversado com o atleta. "Gostaria de falar com ele. Quando fiquei sabendo que estava aqui, vim correndo, mas cheguei tarde", disse. "Ele está nos nossos planos, nunca deixou de estar, mas só podemos seguir com ele por empréstimo".O Corinthians fez nova proposta de empréstimo. Ofereceu US$ 400 mil (cerca de R$ 950 mil) por contrato de mais um ano. "E ele viria com passe fixado em US$ 2 milhões (R$ 4,7 milhões). Mas não recebemos a resposta. E entendemos, eles querem a venda em definitivo", comentou Gobbi.De acordo com o dirigente, tudo já estava certo em outubro, quando o dólar custava R$ 1,90. A crise mundial acabou afetando os planos, por ter provocado uma disparada do dólar em relação ao real. "Com o jogador tudo estava acordado. Tivemos de sentar e renegociar o que já estava acertado com o clube. Só que o Gimnasia só aceita vender na cotação do dia. E nada de 10, 20 ou 50%. Querem 100%".

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