Em clima de paz da torcida, dirigentes de Corinthians e São Paulo se abraçam antes do jogo

Mário Gobbi e João Paulo admitem a possibilidade de liberar Pato e Jadson em confrontos futuros

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

09 de março de 2014 | 15h47

SÃO PAULO - O clima antes do clássico entre Corinthians e São Paulo é amistoso. Na porta dos vestiários do Pacaembu, o presidente do Alvinegro, Mário Gobbi, e o vice de futebol do Tricolor, João Paulo de Jesus Lopes, conversaram por cerca de 15 minutos antes da partida. O bate-papo foi harmonioso, com sorrisos e abraços. As diretorias têm se aproximado depois de um longo período distantes. O rompimento aconteceu no período em que Andrés Sanchez presidiu o Corinthians. O dirigente se irritou com Juvenal Juvêncio por causa da diminuição da carga de ingressos para apenas 5% das entradas em clássicos no Morumbi.

Agora, os tempos são outros. Prova disso foi a troca de Jadson por Alexandre Pato. "Com a outra gestão (de Andrés Sanchez), uma transação dessa complexidade seria impossível. Hoje, temos uma relação muito boa", reconheceu Jesus Lopes. O dirigente chegou a admitir a possibilidade de mudar esse acordo com Pato e Jadson, de modo que os fois jogadores ganhem condições de enfrentar seus ex-clubes. Atualmente, para Jadson enfrentar o São Paulo e Pato jogar contra o Corinthians, há uma multa de R$ 1 milhão. No Paulistão, por ter feito três partidas pelo Corinthians, Pato não pode ajudar o São Paulo.

TORCIDAS

Foram colocados à venda 36 mil ingressos, com previsão de 27 mil pessoas no Pacaembu. Os são-paulinos têm direito a 2 mil entradas. Os torcedores do São Paulo foram escoltados pela Polícia Militar desde o centro da cidade e não se encontraram com os corintianos. A chegada ao Pacaembu foi tranquila e não foram registrados incidentes antes da partida. Os dois lados estão bastante precavidos em função do policiamento no estádio e nos seus arredores.

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