Em Copas, seleção apresenta preferência por jogadores mais experientes

Técnicos escolhem atletas com bagagem europeia na hora de convocar elenco para o Mundial

Luiz Antônio Prósperi, O Estado de S. Paulo

08 de março de 2014 | 17h00

SÃO PAULO - O modelo adotado pelos comandantes da seleção brasileira nas últimas cinco Copas do Mundo tem se repetido. A opção é por jogadores com boa quilometragem no futebol europeu e, de preferência, que tenham disputado pelo menos um Mundial.

Parreira usou essa fórmula em 1994 (Estados Unidos) e 2006 (Alemanha), Zagallo, em 1998 (França), Felipão, em 2002 (Coreia do Sul e Japão), e Dunga em 2010 (África do Sul). A diferença é que naquelas Copas os jogadores da seleção construíram carreiras sólidas no Brasil, tendo na bagagem títulos de peso e idolatrados pela torcida, antes de fazer história na Europa. Na atual seleção de Felipão, a maioria passou como um raio por clubes do Brasil, sem conquistas relevantes e empatia com os torcedores.

Bem diferente do que se viu na campanha do penta em 2002. Roberto Carlos, Roque Júnior e Rivaldo foram campeões no Palmeiras antes de fazer a vida na Europa. O mesmo se pode dizer de Cafu, Edmílson e Juninho Paulista no São Paulo e dos reservas Vampeta, Edílson e Luisão no Corinthians. Apenas Ronaldo Fenômeno tinha carreira consistente na Europa.

O bom dessa história, analisa Parreira, coordenador técnico da seleção, é que "a nova geração não vai ser surpreendida na Copa" por ter saído do berço direto para a Europa. E cita o exemplo do Santos no amistoso com o Barcelona (destroçado por 8 a 0). "O time (Santos) era inexperiente. Mas o desnível técnico era absurdo. Isso não acontece com esse grupo atual do Brasil, é uma vantagem."

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