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Em crise financeira, presidente nega fim do Paraná Clube

Após derrota para o Atlético-PR, diretor de futebol Marcus Vinícius afirma que clube pode fechar as portas se paranistas não se unirem

O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2015 | 15h15

O presidente do Paraná, Rubens Bohlen, fez um pronunciamento na manhã desta terça na sede social do clube sobre a crise financeira vivida pela equipe. O mandatário afirmou que o Paraná Clube não terminou, mas que a mentalidade de time moderno surgida nos anos 90, sim. "Naquela época, muitos times viviam modelos dos anos 1970/80. Mas a concorrência acordou e nós ficamos parados", disse Bohlen.

Apesar de tirar toda a responsabilidade da torcida, Rubens Bohlen pediu que ela vá ao estádio apoiar a equipe. "Não só pelo resultado. mas pelo orgulho de vestir e ver nosso manto sagrado em campo. Ele é o que nos rege por esses caminhos. E o nosso amor pelo Paraná Clube nos levará a triunfar", prega o presidente.

O comunicado se seguiu às declarações do diretor de futebol Marcus Vinícius no domingo, após a derrota para o Atlético-PR. Durante a entrevista, o Vinícius chorou ao falar que "se não se unirem, o Paraná vai acabar esse ano. É triste, mas a Justiça vai tomar tudo se os paranistas não se unirem".

Outro prenúncio da situação financeira precária do Paraná ocorreu na véspera da partida contra o Atlético. O elenco foi liberado da concentração porque não havia dinheiro para pagar hotel à comissão técnica e aos jogadores. O meia Lúcio Flávio reclamou da situação e declarou que isso pode prejudicar o desempenho do time. "Temos de reavaliar e encontrar uma alternativa melhor, para que o clube dê aos atletas melhores condições de descanso e alimentação”, afirmou o jogador. 

Fundado em dezembro de 1989, o Tricolor foi rebaixado pela última vez em 2007, junto com Corinthians, Juventude e América-RN. Desde então, a melhor campanha do Paraná Clube foi em 2010, quando ficou na 7ª colocação da Série B.

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