Em crise, Fla pode sofrer mudanças drásticas no futebol

A classificação ou não para as oitavas de final da Copa Libertadores será incapaz de espantar a grave crise que se instalou na Gávea. Os últimos resultados ruins do time devem levar a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, a fazer uma grande reformulação no departamento de futebol do clube. A primeira "vítima", ao que tudo indica, será o vice-presidente de futebol, Marcos Braz. Mas o técnico Andrade também corre grande risco de demissão.

AE, Agência Estado

22 de abril de 2010 | 20h00

Duramente criticado pela torcida devido ao embate com o meia Petkovic - chegou a afastar o sérvio do time por conta de um ato de indisciplina, mas nunca puniu o atacante Adriano pelas sucessivas ausências aos treinamentos -, Marcos Braz já sentiu que está com os dias contados na Gávea. Leonardo, atual técnico do Milan, é o nome preferido da diretoria flamenguista para profissionalizar o futebol do clube.

Na tarde desta quinta-feira, alguns dirigentes se encontraram na casa do vice-presidente geral do clube, Hélio Paulo Ferraz, no Leblon, para definir o futuro flamenguista. Marcos Braz não participou de todo o encontro. Alegou que só foi chamado quando a reunião já estava acontecendo. "Não sei o que vai acontecer. Quem manda é a presidente", disse o vice-presidente de futebol.

Andrade também não deve continuar. No clube, circulava a informação que o Flamengo sondava outros treinadores - entre eles, Muricy Ramalho, também cotado para assumir o Fluminense. "Não vou pedir demissão", avisou Andrade, após a equipe derrotar o Caracas por 3 a 2, na noite de quarta-feira, no Maracanã, no encerramento do Grupo 8 da Libertadores, resultado que manteve os flamenguistas em situação dramática na competição.

Revoltada com a apresentação ruim e a vitória apertada sobre o frágil Caracas, a torcida flamenguista no Maracanã chamou o time de "sem vergonha" e disparou críticas contra Marcos Braz, o atacante Adriano e o goleiro Bruno. Só Petkovic recebeu aplausos.

À espera de definições, o Flamengo treinou nesta quinta-feira longe do ambiente turbulento da Gávea. Bateu bola no Centro de Treinamento em Vargem Grande, na zona oeste do Rio. Fora de forma, Adriano apareceu por lá, ficou por 20 minutos, mas não participou da atividade.

Abatidos, os jogadores não deram entrevistas. Com isso, o gerente de futebol, Isaías Tinoco, também ameaçado de demissão, falou por todos. "É compreensível (o silêncio dos jogadores). Eles são seres humanos e também têm sentimentos. Quando ocorrem estes tropeços, é natural que fiquem mais afetados", explicou o dirigente.

Enquanto isso, a presidente Patrícia Amorim exige mudança de postura dos responsáveis pelo futebol flamenguista. Quer mais comprometimento dos atletas e pretende acabar com a política de privilégios oferecida a alguns dos astros do time - principalmente o atacante Adriano.

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