Em crise, Milan tenta blindar Alexandre Pato

Clube não quer que pressão dos maus resultados recaia sobre as costas do jovem atacante brasileiro

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo

01 de abril de 2008 | 08h20

O Milan, atual campeão mundial e dono de um dos maiores orçamentos do planeta, está em plena crise. Mesmo assim, preocupado com seu novo astro, o clube italiano arma uma estratégia para blindar o atacante brasileiro Alexandre Pato e protegê-lo desse período de turbulência.  Veja também: Berlusconi quer oferecer novo contrato a Ronaldo no Milan Pato é a grande aposta do Milan para o futuro, apesar de já render frutos no presente. Por isso, a ordem no clube é não pressioná-lo com a responsabilidade de ser a solução dos problemas atuais do time ou até mesmo ser encarado como um substituto de Ronaldo, que está contundido e nem sabe se voltará a jogar. No último domingo, o Milan deu novo vexame no Campeonato Italiano, perdendo em casa para a Atalanta, por 2 a 1. Por isso, saiu de campo vaiado por sua própria torcida, presente no Estádio San Siro. E terminou a 31ª rodada na sexta posição, mais longe da vaga na próxima edição da Liga dos Campeões da Europa - apenas os quatro melhores se classificam. Um desempenho que o Milan há anos não conhecia. Mesmo assim, o técnico Carlo Ancelotti fez questão de elogiar Alexandre Pato ao final da partida. "Ele se movimentou muito bem", afirmou o treinador, após a derrota para a Atalanta. Pessoas da diretoria do Milan revelaram que existe mesmo uma estratégia para não deixar Alexandre Pato ser contaminado pela crise. A idéia é de que o jovem atacante, de apenas 18 anos, precisa ainda de tempo para crescer. E não pode ser submetido a tamanha pressão com a falta de resultados do time em campo. Entre os jornalistas italianos, Pato já é um dos mais procurados para dar entrevistas sobre a situação do time. E ele admite que a situação não é ideal para o Milan, mas tenta ser otimista. "Temos apenas de pensar no próximo jogo", afirmou o brasileiro. "Sei que meu desempenho aqui é o que determinará se serei ou não convocado para a seleção." Questionado se poderia ter a responsabilidade de ser o substituto de Ronaldo, Pato foi claro: "Aqui no Milan não existem substitutos. Só jogadores."

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