Divulgação
Divulgação

Em crise, Rússia tem parceria com Brasil para Copa de 2018

Objetivo do termo de cooperação é que erros não se repitam. Fifa quer evitar que desvalorização da moeda afete obras

Raphael Ramos e Ronald Lincoln Jr., O Estado de S.Paulo

08 de janeiro de 2015 | 06h00

Os governos de Brasil e Rússia têm um protocolo de cooperação para a Copa do Mundo de 2018 segundo o qual os brasileiros vão compartilhar a experiência adquirida na organização do torneio realizado no ano passado a fim de evitar a repetição de problemas. A principal instrução é que os estádios sejam entregues com antecedência para que cada um deles receba no mínimo cinco eventos-teste.

Na quarta-feira, o Estado revelou que a Fifa entrou em estado de atenção devido à crise econômica vivida pela Rússia, que desvalorizou o rublo (moeda do país) em quase 40% em relação ao dólar durante 2014. A entidade admitiu estar preocupada com a situação do país e diz monitorar as obras dos 12 estádios do Mundial – o temor da Fifa é que o aumento do preço dos materiais importados prejudique os prazos estabelecidos para a inauguração das arenas.


Além da transferência de experiência, foi criado um programa específico para receber russos no Brasil. Eles vieram ao País para acompanhar o sorteio dos grupos do Mundial, em dezembro de 2013, na Costa do Sauipe, na Bahia, e depois voltaram durante a Copa.

O diretor executivo do Comitê Organizador Local da Copa do Brasil, Ricardo Trade, passou a atuar como consultor do Mundial de 2018 e comanda a transição entre as duas competições. “Vamos fazer com que coisas como a entrega tardia (dos estádios), que aconteceu aqui, não se repita lá. É um processo de transferência de conhecimento que a Fifa está implementando. Pegar o que podemos passar de positivo e o que tiver de ser melhorado. É algo normal nas competições. Essa transferência de conhecimento também ocorre nas Olimpíadas”, lembrou Trade.

Uma das semelhanças entre a Copa do Brasil e o Mundial da Rússia que estão sendo tratadas no termo de cooperação é o tamanho dos dois países, com estádios separados por mais de quatro mil quilômetros, por exemplo. O principal desafio é montar um padrão e oferecer o mesmo tipo de serviço, independentemente da distância e das diferenças climáticas.

O governo brasileiro também possui um intercâmbio com os organizadores da Copa de 2022, no Catar. Representantes do país, inclusive, acompanharam a gestão dos estádios durante o Mundial. O ex-ministro do Esporte, Aldo Rebelo, chegou a viajar ao Catar para se reunir com dirigentes.

Tudo o que sabemos sobre:
FutebolCopa do Mundo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.