Em crise, Santos precisa vencer para evitar desastre

'Se cada jogador der 10% a mais de contribuição, vamos começar a reagir no Campeonato', avisa Leão

Sanches Filho, Especial para O Estado de S. Paulo

20 de fevereiro de 2008 | 20h07

A defesa falha, o meio-de-campo não cria e Leão ainda não conseguiu encontrar o companheiro ideal para o artilheiro Kléber Pereira. Esse é o Santos que enfrenta o Guarani, nesta quinta, às 20h30, na Vila Belmiro. Se o time não ganhar, a crise será total, podendo custar até o emprego do técnico. Depois do vexame diante do lanterna Rio Preto, no domingo, Leão resolveu mudar e pela primeira vez escala três atacantes: Wesley, Kléber Pereira e o argentino Trípodi.   Veja também: Classificação Calendário / Resultados  Bate-pronto - 'Queimar jornalistas': a especialidade do Paulistão   "Se cada jogador der 10% a mais de contribuição, vamos começar a reagir no Campeonato. E como foi disputada apenas a metade da primeira fase, ainda temos chance de chegar entre os quatro semifinalistas", prega o treinador.   Na terça-feira, animado com o voto de confiança recebido do presidente do clube, Marcelo Teixeira, Leão chegou a imaginar o time com melhor qualidade técnica, com a volta de Kléber à lateral-esquerda, mas à noite recebeu a notícia de que o jogador seria operado nesta quarta.   Insatisfeito com o futebol apresentado pelos titulares no treino da terça-feira à tarde, Leão deu outro coletivo na manhã desta quarta e novamente o time não foi bem. Wesley, que tem a função de puxar os contra-ataques em velocidade, pelas extremas, correu muito, mas exagerou nas jogadas individuais e repetiu o grave defeito de não chutar no gol.   Como a bola não chegava, Kléber Pereira voltava muito e ao tentar entrar na área era dominado pela marcação, enquanto Trípodi se destacou apenas pela disposição.   Nesta quarta, novamente, o técnico deixou claro que os garotos Alemão e Tiago Luís estão em segundo plano. Cada um por um motivo. Tiago Luís fez o primeiro gol da vitória por 2 a 0 contra o Bragantino, e nas partidas seguintes não obedeceu às ordens técnicas e irritou os companheiros porque prefere chutar a gol mesmo quando não tem chance de marcar, a passar a bola para um companheiro melhor colocado. E o problema de Alemão continua sendo a renovação do seu contrato, que termina em julho. Contrariado com o comportamento do jogador, Leão decidiu deixá-lo treinando com o grupo de jogadores que deve deixar o clube, e ironiza a situação. "Parece que na sexta-feira Alemão almoçou com um empresário italiano. E eu não fui convidado." Santos Fábio Costa; Denis, Adailton, Betão e Carleto; Marcinho Guerreiro, Rodrigo Souto e Molina; Wesley, Kléber Pereira e Trípodi Técnico: Emerson Leão Guarani Gisiel; Lucas, Danilo Silva, Xandão e Roque; João Paulo, Roger Bernardo, Marcinho e Paulo Santos; Fábio Pinto e Juliano Técnico: Jair Picerni Árbitro: Rodrigo Guarizo Ferreira do AmaralEstádio: Vila BelmiroHorário: 20h30TV: SporTV   Embora não tenha mostrado nada de especial nos coletivos, Trípodi está escalado por exclusão, mas mesmo assim demonstra entusiasmo. "Vai ser muito lindo jogar na Vila Belmiro, um estádio com tantas histórias no futebol", disse o argentino, que justificou o baixo rendimento nos treinos pelo fato de ter ficado um longo período inativo. "Meu último jogo foi em novembro, pelo San Martín. E como o Campeonato Argentino não tem jogos em novembro e dezembro, fiquei parado."   Trípodi se considera um goleador nato e não esconde que se inspira no compatriota Batistuta. "É um grande atacante, que trabalha com as duas pernas e é bom cabeceador. Eu também procuro sempre fazer gol e espero marcar muitos pelo Santos", disse o atacante, que não vê motivo para desespero em razão da situação que o clube atravessa. "Isso acontece em todos os clubes e o importante é ter confiança. Tudo vai passar quando os gols começarem a sair", concluiu.

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