Sérgio Castro/AE
Sérgio Castro/AE

Em crise, São Paulo se prepara para protesto dos torcedores

O clima está pesado no clube do Morumbi depois da quarta eliminação consecutiva da Copa Libertadores

Marcius Azevedo - Jornal da Tarde,

23 de junho de 2009 | 21h13

Nenhum sorriso, entrevistas que pareciam ensaiadas e muita apreensão. Assim foi o dia do São Paulo nesta terça-feira. E os próximos não devem ser muito diferentes. O clima está pesado depois da quarta eliminação consecutiva da Libertadores e da demissão do técnico Muricy Ramalho.

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A Independente, principal torcida organizada do clube, promete ir ao CT nesta quarta-feira, quando acontece a apresentação oficial do novo treinador, Ricardo Gomes. "O intuito é cobrar raça, determinação, vontade e principalmente amor à camisa", diz o comunicado.

A torcida organizada promete até ônibus gratuito para levar os torcedores ao CT são-paulino na manha desta quarta-feira. Mas nesta terça mesmo, temendo eventuais protestos, os dirigentes do São Paulo já reforçaram o esquema de segurança do local.

Uma corrente foi colocada antes do portão de entrada do CT, para uma primeira abordagem pelos três seguranças do clube - nesta terça-feira, só jogadores, funcionários e jornalistas podiam passar pelo local. A diretoria ainda contratou ao menos 10 seguranças particulares.

Para completar, o São Paulo enviou um ofício à Polícia Militar dizendo de seu temor. Assim, uma viatura com cinco policiais ficou estacionada no CT do vizinho e rival Palmeiras. "Nunca se sabe o que os torcedores podem fazer", disse um dos seguranças são-paulinos.

Os jogadores sabem que o clima não é bom, mas pediram um voto de confiança. "O torcedor tem todo o direito de protestar, mas acho que é o momento deles apoiarem o time", pediu o atacante Borges, que, ao lado de Washington, concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira.

O discurso de Borges parecia ensaiado. Ele repetiu muitas vezes que o ambiente no clube era bom, que não existia qualquer problema de relacionamento com Washington ou qualquer outro companheiro. E também disse que o time iria conseguir dar a volta por cima.

"É na derrota que você mostra que tem coragem. Aqui tem um grupo de homens, não há jogador mau caráter ou que foi problema em algum outro clube. Por isso estou aqui dizendo que a gente vai superar este momento", avisou Borges.

Washington não fugiu muito do discurso do colega, mas admitiu que os jogadores precisam assumir sua parcela de culpa para dar certo. "O time precisa ajudar o Ricardo Gomes (novo técnico) a ser feliz", afirmou o atacante. "A gente precisa ficar ainda mais unido neste momento."

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