Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Em depoimento, palmeirenses falam que arbitragem entra pressionada em Itaquera

Jogadores do time alviverde esclarecem confusões no clássico do mês passado e afirmam que ambiente no estádio rival é tenso

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

12 Março 2018 | 17h06

Três jogadores do Palmeiras (Jailson, Felipe Melo e Dudu) e mais o diretor de futebol do clube, Alexandre Mattos, prestaram depoimento nesta segunda-feira no Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) por incidentes no clássico com o Corinthians, no mês passado, pelo Campeonato Paulista. Após cerca de uma hora de oitiva, os palmeirenses saíram otimistas e afirmaram que pelo ambiente, os árbitros costumam entrar pressionados em jogos do clube de Parque São Jorge.

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"Acredito que não tenha punição, porque foi tranquilo. Procurador e relator estavam tranquilos. Fizemos os trabalhos deles, os atletas foram serenos, com a cabeça descansada, deram um depoimento equilibrado. Acredito que o assunto se encerrou aqui", afirmou o advogado do Palmeiras, André Sica. Os jogadores e o dirigente não deram entrevistas depois do depoimento.

Além do quarteto, também foi convocado a prestar depoimento o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, que pediu para adiar para a próxima semana a oitiva. O corintiano e o diretor do Palmeiras foram chamados para esclarecerem a conversa que tiveram o árbitro, Raphael Claus, no vestiário da Arena Corinthians depois da vitória da equipe da casa por 2 a 0.

Já os jogadores, foram chamados por diferentes razões. Dudu foi para explicar uma declaração dada em entrevista após a partida. "Aqui não tem como jogar, na dúvida é Corinthians", disse o atacante. O goleiro Jailson também compareceu ao TJD por uma declaração dada à imprensa: "Mais uma vez, fomos garfados aqui dentro". Felipe Melo precisou esclareceu um sinal obsceno durante o clássico.

"Eles disseram que a arbitragem entra lá de alguma forma pressionada, mas por circunstâncias normais da partida, por 40 mil pessoas torcendo para apenas um time. É difícil para todo mundo atuar, seja para os atletas e para o árbitro", afirmou o advogado. "Os atletas foram tranquilos, expuseram para o Tribunal que estavam de cabeça quente, disseram que admiram o Claus, que é um baita árbitro, e reitereram que confiam na Federação Paulista de Futebol (FPF)", comentou Sica.

A partir dos depoimentos o TJD vai decidir se vai oferecer denúncia e, consequentemente, levá-los a julgamento. Por enquanto todos não têm suspensão preventiva e estão liberados para atuarem no fim de semana nas quartas de final do Campeonato Paulista, contra o Novorizontino.

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