Miguel Schincariol/AFP
Miguel Schincariol/AFP

Em despedida, Ceni pede para ter as cinzas jogadas no Morumbi quando morrer

Torcedor também lembra de Telê Santana em discurso emocionado

CIRO CAMPOS E FELIPPE SCOZZAFAVE, O Estado de S. Paulo

11 de dezembro de 2015 | 23h44

O agora aposentado Rogério Ceni fez um discurso no centro do gramado do Morumbi logo após se despedir do futebol na noite desta sexta-feira. O ex-goleiro do São Paulo se emocionou ao tomar o microfone para saudar a torcida e encerrou o pronunciamento com um pedido à família. Ceni quer, após a sua morte, ter o corpo cremado para que as cinzas sejam jogadas no estádio.

"Quero que minhas cinzas sejam jogadas aqui, para que eu sempre esteja no Morumbi", disse o ídolo são-paulino. Junto com ele, também está aposentada pelo clube a camisa 01, utilizada pelo goleiro nas últimas temporadas. A camisa 1, porém, deve ser usada normalmente e tem como o favorito para vesti-la no próximo ano Denis, reserva no elenco desde 2009.

O jogo de despedida de Ceni reuniu no estádio os campeões mundiais pelo São Paulo em 1992 e 1993 diante dos vencedores da mesma competição em 2005. O ex-goleiro atuou os 30 primeiros minutos na sua posição e depois foi para a linha jogar o tempo restante. Sem estar com o futuro definido no ano que vem, ele fez um apelo: "Ano que vem, em quarta-feira de Libertadores, estaremos juntos aqui, mas agora em uma outra função, junto de vocês, torcedores, onde meu coração fica".

No pronunciamento no centro do gramado o ex-goleiro precisou conter as lágrimas e até as vaias da torcida quando citou o nome de Danilo. O meia, campeão mundial em 2005 pelo São Paulo, recusou o convite para participar da festa por atualmente defender o rival, o Corinthians. "Danilo, independente de onde você esteja, o torcedor são-paulino é muito grato pelo que fez", ressaltou.

Entre muitos agradecimentos aos ex-companheiros e à torcida, Ceni destacou a participação decisiva na carreira do técnico Telê Santana. "Muito obrigado por ter feito com que eu chegasse meia hora mais cedo aos treinos. Isso fez com que eu tivesse uma grande história no futebol", disse o são-paulino em referência ao treinador da equipe no começo da década de 1990.

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