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Em dia de festa para Marcos, Palmeiras enfrenta Vasco

Goleiro comemora o jogo de número 400 pelo Palmeiras, que busca a liderança do Campeonato Brasileiro

Daniel Akstein Batista, O Estado de S. Paulo

21 de setembro de 2008 | 08h44

O preparador de goleiros Carlos Pracidelli se lembra muito bem quando foi apresentado a cinco garotos em 1992, no Palmeiras. Quatro deles a história tratou de apagar. O outro, o mais alto dos atletas, teve seu nome gravado no clube paulista a na seleção brasileira. Veja também:Burocracia e pecuinhas atrasam o início da reforma do PalestraMarcos quer atingir marca de 500 jogos pelo PalmeirasVasco entra com ação na Conmebol contra o PalmeirasPara Luxemburgo, Vasco terá outra postura no domingoPalmeiras: Thiago Cunha é fruto de contrato com 'laranja' Dê seu palpite no Bolão Vip do LimãoAquele jovem jogador esperou um bom tempo na reserva antes de fazer sua estréia como profissional em março de 1996. Doze anos depois, Marcos completa o jogo de número 400 com a camisa alviverde, contra o Vasco, neste domingo, às 18h10, no Palestra Itália. Vai ser justamente homenageado pela diretoria com uma camisa e uma placa comemorativa. No futuro, deve ganhar um busto no Palestra Itália. Atualmente, não há ninguém no clube mais identificado com as cores verde e branca do que ele.O Estado conversou com alguns amigos, companheiros e ídolos do camisa 12 palmeirense, que fizeram parte dessa vitoriosa história: Pracidelli, seu primeiro treinador e mentor; Velloso, o titular na época em que Marcos chegou; Valdir Joaquim de Moraes, um dos maiores goleiros do clube e que faz parte da comissão técnica de Vanderlei Luxemburgo; Bruno, o reserva e sucessor do craque.Pracidelli é quem pode falar melhor sobre o pentacampeão mundial. "Alguns diretores me chamaram e apresentaram cinco jogadores do Lençoense. Naquela época o Marcos ainda era cabeludo", diverte-se o ex-funcionário do Palmeiras, que hoje trabalha com Felipão no Chelsea. "Ele fez avaliação comigo em julho de 1992. Tinha um biotipo bom, era magro, prometia...", relembra. "Quando o vi, já sabia que era um diamante bruto que precisava ser lapidado. E virou um diamante do mais alto quilate."Difícil encontrar alguém que fale mal de Marcos. Praticamente impossível. Ele coleciona amigos por onde anda. Ganha fãs. É sempre um dos mais solícitos com os torcedores: tira fotos, dá autógrafos. Um dentre muitos palmeirenses fanáticos teve a sorte de trabalhar com o ídolo. "Eu já o conheço há 11 anos, mas desde 2001 convivo diariamente com ele", diz o reserva Bruno. "Procuro me espelhar no Marcos e devo muito o que tenho a ele." PalmeirasMarcos; Gladstone, Maurício e Martinez; Élder Granja, Sandro Silva, Evandro, Diego Souza e Leandro; Kléber e Alex MineiroTécnico: Vanderlei Luxemburgo VascoRafael; André, Eduardo Luiz e Vílson; Marquinhos, Victor, Johnny, Madson e Alex Teixeira; Edmundo e Leandro AmaralTécnico: Renato GaúchoÁrbitro: Evandro Rogério Roman, PREstádio: Palestra Itália, em São Paulo, SPHorário: 18h10Rádio: Eldorado/ESPN - AM 700TV: SporTV e Pay-per-viewVelloso, titular do gol palmeirense quando o então desconhecido Marcos aportou no clube, recorda-se com carinho do tempo em que trabalhava com o amigo. "Eu vi o seu começo, éramos companheiros de concentração", conta. "Ele sempre soube esperar o momento e aproveitou bem. Fico feliz, porque ele sempre se dedicou muito."Todos os entrevistados pelo Estado tiveram o desafio de escolher cinco partidas de Marcos que entraram para a história. Os jogos das quartas-de-final da Copa Libertadores de 1999, e o da semifinal de 2000, contra o Corinthians, foram os mais lembrados. Assim como o desafio da Mercosul de 2000, contra o Cruzeiro, no Mineirão. "Ele pegou três pênaltis", lembra Pracidelli.Valdir Joaquim de Moraes "falhou" no desafio. Mas não só porque a memória o traiu. "É uma pergunta difícil, já que ele joga bem toda vez", afirma. "A cada partida ele fica melhor." Marcos tem contrato até dezembro de 2009 e pretende prorrogá-lo. Até lá, certamente novas histórias aparecerão para ser contadas pelos amigos.

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