Em duelo de artilharias, melhor defesa pode levar vantagem

Na luta por uma vaga na final do Mundial de futsal, seleção brasileira encara a Rússia nesta quinta-feira

Giuliander Carpes - O Estado de S. Paulo,

15 de outubro de 2008 | 17h24

RIO - A Rússia tem o artilheiro do Mundial de futsal, Pula, um brasileiro naturalizado, com 15 gols. A esquadra do leste europeu também ostenta o melhor ataque: marcou 59 vezes - um gol a mais do que o Brasil. No encalço da artilharia, estão Falcão (14 gols), Lenísio (11) e Schumacher (9). A semifinal desta quinta, às 10h30, no Maracanãzinho, reserva, portanto, uma quase certeza: a rede será balançada muitas vezes. A equipe que tiver mais sucesso na tarefa chega à sonhada final e ainda pode destronar a rival nos quesitos ofensivos do campeonato (acompanhe o confronto online no estado.com.br).Veja também: Mundial de Futsal - Classificação, calendário e resultadosGaleria de fotos - Trajetória da seleção brasileira nos MundiaisEspecial: Histórico do Brasil no Mundial"Tenho vários títulos individuais na minha carreira", afirma Falcão. "Ser artilheiro é legal, seria mais um número importante, mas de nada adianta, para mim, se eu não for campeão mundial. Tenho este buraco na minha trajetória", reflete o melhor jogador do mundo.Já para Pula, a artilharia é uma surpresa. "Estou aproveitando o momento", comemora o jogador, que também espera ir adiante com a equipe russa. "Minha preocupação é que a gente chegue longe e que possa fazer o máximo para a equipe da Rússia."As duas equipes jogaram apenas uma vez nesta temporada. E deu Brasil, na primeira fase do Mundial, por surpreendentes 7 a 0. Goleada que, para o técnico Paulo César de Oliveira, o PC, pouco importa. "Aquele resultado não é referência nenhuma para o futuro da competição", salienta.Pode não ser referência para o Brasil, mas a Rússia não quer de forma alguma repetir o fiasco, logo em uma semifinal. "Não digo que agora vamos mordidos, mas não vamos cometer os mesmos erros", espera Pula. "Tiramos uma boa lição de quando perdemos por 7 a 0", entende Vladimir Levin, auxiliar-técnico russo. "Depois daquela partida, analisamos nossa atuação e decidimos que a primeira coisa que deveríamos fazer é nos concentrar na nossa defesa."Boa escolha. Em jogo de ataques semelhantes, um bom trabalho defensivo pode fazer a diferença. O técnico PC espera que, neste ponto, o Brasil acabe tirando vantagem. Afinal, sofreu apenas quatro gols no campeonato, contra 26 tomados pela Rússia. "Nossa equipe está muito agressiva na defesa", analisa o técnico. "Este é o nosso ponto forte na competição."BETÃO FORAEm confronto dos ataques mais efetivos da competição, Brasil e Rússia jogarão desfalcados na frente. As equipes não terão pivôs de ofício, daqueles que jogam de costas para a defesa.Sirilo, brasileiro do time russo, está fora por lesão desde o primeiro jogo da segunda fase e não atua mais neste Mundial. Já Betão tomou dois jogos de suspensão pela confusão da partida contra a Itália. Como já cumpriu um, fica fora nesta quinta. O auxiliar-técnico Marcos Sorato, o Pipoca, sofreu punição mais pesada: três jogos.

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