Franck Fife/AFP
Franck Fife/AFP

Em encontro, Pelé diz que Mbappé não precisa sair do PSG para ser o melhor do mundo

Rei do Futebol participa de evento ao lado do craque francês em Paris e lembra que chegou ao topo defendendo o Santos

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2019 | 16h10

Pelé e o atacante Mbappé se encontraram pela primeira vez durante evento realizado em Paris nesta terça-feira. Os dois se abraçaram e fizeram fotos em situações idênticas. Na Copa da Rússia, o Estado fez uma capa em sua edição Extra, somente para assinante online, com uma montagem do rosto dos dois personagens. O Rei do Futebol aproveitou a oportunidade em Paris para dar conselhos ao craque do PSG e da seleção francesa. Pelé disse, durante entrevista, que não acredita ser necessário que o jogador francês, já campeão do mundo, deixe o PSG para ser eleito o melhor do mundo e usou sua carreira para confirmar  tese.

"Ele não precisa sair do PSG para ser eleito o melhor do mundo. Ele deve continuar a jogar da mesma maneira, porque ele se tornará o melhor do mundo assim. Isso é importante. Se tivermos de fazer uma comparação com Pelé, o Pelé nunca deixou o Santos para ser o melhor jogador do mundo", disse. Neymar, outro brasileiro que joga no PSG e também corre atrás do título de melhor do mundo, não participou do evento patrocinado por uma marca de relógio. 

O brasileiro ainda comentou sobre as semelhanças físicas e estilo de jogo entre ele e o craque francês. Para Pelé, o futebol mudou muito e fica difícil a comparação entre os dois. "Ele não pode ser como eu porque meus pais fecharam a fábrica (risos), mas ele tem a oportunidade de ter a mesma sorte que tive no futebol. Eu tive este presente de Deus. Depois, é o que sempre digo aos mais jovens: 'hoje, o futebol é muito mais físico do que no meu tempo. Será necessário que Mbappé esteja muito bem preparado fisicamente para alcançar seus objetivos'", respondeu Pelé.

O Rei do Futebol ainda destacou o que ele acredita que Mbappé precisa melhorar em campo. "O que está faltando para ele? Não muito. Talvez o jogo da cabeça, o impulso e o salto no ar. Isso é o que nos faz diferentes. Eu tive muito impulso", comentou.

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