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Em entrevista à Fifa, Mano diz que não teme pressão da torcida

SÃO PAULO - Em entrevista ao site da Fifa, o técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, disse que não teme a pressão da torcida pelo fato da próxima Copa do Mundo ser disputada no Brasil. O treinador ainda falou sobre as dificuldades em ser treinador do time nacional e admitiu que nem sempre consegue convocar quem realmente ele quer.

O Estado de S. Paulo

21 de setembro de 2012 | 16h27

Em 2010, você migrou da condição de técnico de clube para a de selecionador. Houve algum aspecto desse trabalho que o surpreendeu?

Ainda temos algumas dificuldades de calendário dentro do Brasil, o que dificulta muito a vida do técnico da Seleção. Nem sempre você pode escolher os jogadores que gostaria, e isso é ruim para a equipe. Você às vezes perde um tempo precioso tendo que esperar para fazer algo que, na verdade, pretendia fazer alguns meses antes, por exemplo. A maior dificuldade é a falta de períodos maiores para se estar com os jogadores, porque às vezes você se reúne com o grupo durante 48 horas antes de um jogo e pronto. E isso é um risco, ainda mais quando se está numa fase – como nós vínhamos até aqui – de poucas definições. Tínhamos que escolher um grupo, observar novos jogadores. Não podíamos ficar presos sempre aos mesmos nomes, porque esses provavelmente não estariam em 2014. Então, ter que fazer tudo isso num curto espaço de tempo, com pouca possibilidade de estar com o grupo por períodos mais longos, foi e tem sido ainda a parte mais dura.

Ao contrário de um clube, em que você escolhe seus titulares dentro de um elenco de 25 ou 30 jogadores, na Seleção você tem uma gama enorme da qual escolher. Isso faz com que você possa partir de um ideal seu e, a partir dele, selecionar as peças?

A grande diferença dos clubes, sobretudo no Brasil, é essa: você monta a maneira de jogar, obedecendo às características dos jogadores. Na Seleção, você pode escolher uma maneira de jogar e buscar os jogadores para desenvolvê-la melhor. Claro que existem mudanças de direção no percurso, e você precisa ser sensível a elas – às vezes um jogador em que você não tem tanta expectativa se afirma melhor, por exemplo. Mas a regra básica é essa: você pode escolher como jogar.

Confira a entrevista completa de Mano

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