Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Em evento na FPF, cartolas prometem futebol feminino forte

Fifa e CBF garantem modalidade 'sustentável' e time nacional terá jogadoras contratadas. "Seleção não é o problema', diz Vadão

ALMIR LEITE, O Estado de S. Paulo

21 de janeiro de 2015 | 12h04

O futebol feminino está sendo tratado como esporte de alta importância no Brasil. Pelo menos nos dois últimos dias. Na terça-feira, a Fifa anunciou de maneira oficial a doação de US$ 15 milhões para o desenvolvimento da modalidade no País,  provenientes do fundo de legado da Copa do Mundo de 2014.

Na manhã desta quarta-feira, a promoção do Mundial feminino que será realizado em junho e julho no Canadá,  na sede da Federação Paulista de Futebol, foi marcada pelas promessa de investimentos no esporte. E como sempre ocorre nessas ocasiões,  todos disseram que farão de tudo para tornar o futebol feminino brasileiro grande e sustentável.

No melhor estilo "agora vai", o otimismo e a esperança marcaram o evento, que contou também com a apresentação da taça que estará em jogo no Canadá.  O presidente da CBF, José Maria Marin, não fez por menos: "Somos grandes no futebol masculino e precisamos de maneira concreta desenvolver o feminino", disse.

Para isso, pelo menos em relação à seleção brasileira,  a aposta é na criação de uma seleção permanente. Serão contratadas até a Olimpìada de 2016 27 atletas,  que terão seus salários pagos pela entidade e ficarao à disposição exclusiva da seleção. "Mas isso não quer dizer que outras atletas não terão chance na seleção,  pois isso seria um desestimulo para as outras. Apenas entendemos que esse é o melhor caminho para a seleção neste momento", afirmou o técnico Osvaldo Alvarez, o Vadão.

Mas pelo menos no discurso esse é apenas o primeiro passo para engrandecer a modalidade. Também foi feita a promessa de trabalho incessante de desenvolvimento a partir da base.  O governo garante que fará sua parte. "Quando me convidou para o cargo,  a presidente Dilma Rousseff colocou o futebol feminino como algo prioritário para o Ministério do Esporte.  Me pediu para torná-lo atrativo e com campeonatos competitivos. Vamos trabalhar para isso", discursou o ministro George Hilton.

A Fifa, claro,  entrou no clima. O secretário-geral Jerome Valcke, disse que "com o dinheiro do legado, dá para garantir que o futebol feminino do Brasil  chegará a um novo patamar no futuro". E prometeu trabalhar em conjunto com o Brasil para alcançar o objetivo.  A maior parte dos US$ 15 milhões serão empregados m projetos de desenvolvimento de atletas e em infraestrutura.

Mais realista,  Vadão lembrou que o problema do futebol feminino hoje não está na seleção.  "O grande problema é o desenvolvimento nas cidades,  nas escolas.  A gente precisa jogar mais futebol feminino no Brasil. A nossa reposição é preocupante. É preciso quebrar o preconceito que ainda existe. "

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