Alejandro Pagni/AFP
Alejandro Pagni/AFP

Em festa, Pity Martínez se emociona com despedida do River: 'Vou sentir saudade'

Meia deixa o campeão da Libertadores para se transferir ao Atlanta United, da MLS

Redação, Estadão Conteúdo

24 Dezembro 2018 | 10h18

O domingo foi emoções opostas para o meia Pity Martínez, um dos heróis do River Plate na conquista da Libertadores. Em meio à alegria pela festa do título no Monumental de Núñez, ele viveu sua despedida do clube, uma vez que está acertado com o Atlanta United, dos Estados Unidos. No gramado do estádio, o jogador de 25 anos se declarou para a torcida.

"Estou feliz, não posso acreditar. As pessoas merecem, isto aqui não tem preço, vai ficar para a história. Estou desfrutando de meu último momento, me despedindo de cada um de meus companheiros, da comissão técnica, dos colaboradores. Amo muito vocês. Vivi algo lindo. Meu corpo está tremendo, não posso falar", declarou.

Martínez foi o autor do gol que selou o triunfo sobre o Boca Juniors na decisão em Madri, por 3 a 1, já na prorrogação, em que arrancou do meio de campo e, sem goleiro pela frente, concluiu para a rede. O lance inclusive foi recriado no gramado do Monumental de Núñez no domingo, com os filhos dos jogadores. Em lágrimas, o meia lembrou da jogada que marcará sua carreira para sempre.

"Passaram muitas coisas pela minha cabeça, queria fazer o gol pelo esforço dos meus companheiros. Em todo o trajeto me senti cansado, mas neste momento nada importa", comentou. "Para as pessoas do River, eu os amo demais. Vou sentir muita saudade", concluiu.

Nem mesmo a queda precoce e surpreendente nas semifinais do Mundial de Clubes atrapalhou a linda festa do River, com mais de 60 mil pessoas lotando as arquibancadas do estádio. Martínez foi um dos responsáveis pela derrota para o Al Ain, ao desperdiçar um pênalti no segundo tempo do empate por 2 a 2. Nas penalidades, o vilão foi Enzo Pérez, curiosamente um dos mais felizes na festa de domingo.

Também de saída do River, provavelmente para o Japão, o meio-campista afirmou que o feito alcançado pela equipe "é inesquecível" e aproveitou para provocar o rival derrotado na decisão, entoando uma música bastante cantada pela torcida: "Um minuto de silêncio, para o Boca que está morto".

 

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