Em festa, presidente pede união aos palmeirenses

Nobre vê comunidade rachada: cartola, no entanto, esquece de homenagear César Maluco, possível candidato da oposição

DANIEL BATISTA, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2014 | 10h25

O Palmeiras celebrou na noite nesta terça-feira o seu centenário em grande estilo, com feste, presença de ex-craques e a esperança de dias melhores em campo. O clube organizou a homenagem no Citibank Hall, famosa casa de shows na zona Oeste de São Paulo. Em um rápido discurso, o presidente Paulo Nobre pediu união entre os palmeirenses nesse momento de crise. Referia-se aos seus colegas conselheiros da situação, mas também da oposição. O único senão do dirigente foi ter se esquecido de homenagear um dos principais atacantes da história do Palmeiras, César Maluco, que ensaia ser um dos nomes da oposição nas próximas eleições do clube.

"Sempre que ignorou seus problemas internos, o Palmeiras se tornou imbatível dentro de campo. O lema é: superar-se para superar os adversários. Isso fez do Palmeiras um dos maiores do mundo. O segundo século será tão vitorioso quanto o primeiro, se não for ainda mais. Nós brigamos entre nós mesmos, mas não aceitamos que alguém de fora fale mal do Palmeiras", disse Nobre.

As palavras de união foram bonitas e podem ajudar o clube a escapar, por exemplo, do rebaixamento do Brasileirão. Ocorre que todos na festa lamentaram a ausência de César Maluco entre os homenageados. O ex-atacante merecia ser lembrado. César marcou 180 gols e é o segundo maior artilheiro da história do Palmeiras, atrás apenas de Heitor, já falecido. O ex-atacante compareceu na festa com sua mulher, mas não foi homenageado pela diretoria, como tantos outros que vestiram a camisa do time. César deve ser candidato à vice-presidência pela oposição, que terá Wlademir Pescarmona na chapa como primeiro nome.

Marcos, Luis Pereira, Jorginho, Evair, Dudu, Mazola e Ademir da Guia receberam placas comemorativas e agradecimentos por tudo que fizeram pelo clube. Filhos de pessoas importantes para a história do Palmeiras também foram homenageados, assim como atletas de outros esportes.

Em relação aos rivais, Corinthians e Santos foram convidados para a festa, mas o São Paulo, não. A WTorre, construtora responsável pelo Estádio do Palmeiras, a Allianz Parque, também recebeu convite, apesar das divergências entre o clube e a empresa. Antes de começar a festa, o assunto Ronaldinho Gaúcho virou tema das principais rodas de conversa entre conselheiros e convidados. E o fato de o meia não ter acertado com o Palmeiras teve opiniões divididas. 

Muitos entenderam que foi melhor para o Palmeiras, que pagaria até R$ 200 mil mensais ao meia, pois seria gasto muito dinheiro na negociação, enquanto outros entenderam que a presença de Ronaldinho na equipe daria uma nova motivação ao elenco.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.