Daniel Dal Zennaro/Efe
Daniel Dal Zennaro/Efe

Em final de consagrados, Juventus e Real Madrid decidem a Liga dos Campeões

Elencos vencedores, jogadores recordistas e ídolos dos clubes tentam coroar o fim da temporada europeia com o principal título da temporada

O Estado de S. Paulo

02 de junho de 2017 | 23h00

Juventus e Real Madrid decidem a Liga dos Campeões, neste sábado, na cidade de Cardiff, em confronto de superlativos. Tanto em âmbito individual quanto no aspecto coletivo, a principal competição europeia vai acabar no País de Gales com a coroação de quem já está consagrado no futebol. Tudo sob os olhares do mundo, pois a partida vai ser transmitida para aproximadamente 200 países.

Os dois países com mais presenças em decisões na história do torneio serão representados em campo pelos maiores e atuais campeões nacionais de suas respectivas ligas. A Espanha, de 16 conquistas continentais, terá na final o Real Madrid, clube mais vitorioso no país e do próprio torneio europeia. A Itália defende suas 12 taças com a Juventus, hexacampeã nacional e invicta nesta campanha.

A equipe espanhola joga pela façanha de conquistar a segunda taça seguida. O feito não é igualado desde o Milan em 1989 e 1990. "Estamos vivendo algo espetacular. É incrível jogar outra final. Estamos preparados e trabalhamos muito para chegar até aqui", comentou o técnico do Real, Zinedine Zidane.

O francês foi ídolo da Juventus e do próprio time espanhol quando atuava como meia. Terá pela frente um rival à beira do gramado atrás de construir a mesma história do colega. "Vamos enfrentar um clube que tem muita história e tradição. Precisamos respeitar isso", afirmou o italiano Allegri. O técnico da Juventus tenta dar ao clube a terceira conquista da Liga. O Real Madrid sonha com a 12.ª.

No aspecto individual os dois times estão repletos de candidatos a heróis. A final em jogo único se apresenta como o encontro do melhor ataque do torneio, liderado pelo português Cristiano Ronaldo, autor de dez dos 32 gols do time madrilenho, contra a defesa menos vazada. O goleiro juventino Buffon, de 39 anos, levou apenas três gols.

"Ainda me sinto um jovem. A final tem um valor importante para mim, porque mudaria a história do clube e, sem dúvida, seria um fim perfeito para a minha carreira", disse Buffon, campeão da Copa do Mundo de 2006, e duas vezes vice da Liga.

Os outros duelos interessantes da decisão envolvem também brasileiros. Em um deles, o português Cristiano Ronaldo encara o lateral-direito Daniel Alves, da Juventus. Como cada um tem três títulos da Liga dos Campeões no currículo, a final vai coroar quem é o jogador em atividade no futebol com mais conquistas da competição.

Além de Dani Alves, outros dois jogadores da seleção de Tite vão estar em campo, aumentando o orgulho dos brasileiros. O Real terá como titulares o volante Casemiro e o lateral-esquerdo Marcelo. Alex Sandro, lateral-esquerdo da Juventus, também se prepara para o jogo.

Os compatriotas, inclusive, trocaram provocações nos últimos dias. Daniel Alves relembrou que na última final entre os times, em 1998, a Juventus perdeu para o Real por ter levado gol em impedimento. Marcelo rebateu. "É uma final, mas querem levar para outro lado. Cada um fala o que quer", disse.

ARGENTINOS

Do lado italiano da decisão, dois jogadores argentinos querem se firmar no cenário europeu. O já rodado Higuaín, ex-Real Madrid, quer acabar com a fama de pé-frio. Pela seleção argentina, o atacante de 29 anos acumulou vices na última Copa do Mundo, no Brasil, e nas duas edições recentes de Copa América – em uma delas ele desperdiçou uma cobrança na disputa de pênaltis. O outro é Dybala. Com 23 anos, ele espera que o possível título no País de Gales, terra de Bale, comprove seu ano de destaque.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.