Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Em início da era Felipão, Scarpa e Lucas Lima perdem espaço no time

Meias passam a maior parte dos últimos jogos na reserva depois de serem contratados com badalação

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

11 Agosto 2018 | 05h00

Eles chegaram como reforços importantes para o Palmeiras no começo do ano, demandaram esforço da diretoria na contratação e foram alvos de outras equipes, mas agora parecem cada vez mais longe do time titular. Os meias Lucas Lima e Gustavo Scarpa não conseguiram recuperar espaço na equipe com a troca de técnico. Pelo contrário, neste momento estão menos cotados.

Os dois jogadores sequer entraram em campo na última quinta-feira, na vitória por 2 a 0 sobre o Cerro Porteño, no Paraguai, pela Copa Libertadores. A partida mostrou informações relevantes sobre o trabalho do treinador Luiz Felipe Scolari por ter sido a primeira ocasião em que ele escalou a formação principal e mostrou um modelo mais consolidado de time.

No Palmeiras de Felipão, o time tem centroavante fixo, o meio-campo é mais marcador e jogadores com características de criação parecem não ter vez. Scarpa e Lucas Lima passaram a partida inteira no Paraguai no banco de reservas, ao serem preteridos por nomes como Hyoran, jogador que conquistou espaço nos últimos meses.

Scarpa e Lucas Lima foram titulares juntos pela última vez no clássico com o Santos, o primeiro jogo realizado depois da parada para a Copa do Mundo. Depois disso, Scarpa foi escalado em outras três ocasiões e o ex-santista em apenas uma, no jogo contra o América-MG, domingo passado, em que Felipão optou por escolher reservas.

No restante das ocasiões, a dupla não se manteve no time e passou a ser menos utilizada justamente depois do começo da era Felipão. Quando o treinador ainda não havia assumido o time, deixando o trabalho para os dois auxiliares, os meias já tinham perdido a condição de titulares e passado a treinar entre os reservas.

O cenário contrasta com o grande esforço feito pelo Palmeiras para trazer os dois. O clube fez uma longa negociação com Lucas Lima no fim do ano passado. Com Scarpa o empenho foi ainda maior, pois a briga judicial dele com o Fluminense ainda não acabou. A diretoria precisou vencer a concorrência com Corinthians e São Paulo para fechar com o reforço.

ANÁLISE - Glauco de Pierri

Momento é de muito trabalho e paciência

Ainda não há motivos para Gustavo Scarpa e Lucas Lima se chatearem por estarem um passo atrás em relação a outros jogadores no elenco do Palmeiras. Luiz Felipe Scolari é inteligente e sabe melhor do que muita gente que competições como o Brasileirão, a Copa do Brasil e a Libertadores são conquistadas com um bom elenco, e não apenas com um bom time de onze titulares.

Até o final do ano, a equipe alviverde entrará em campo inúmeras vezes e os dois serão muito utilizados, assim como outros jogadores do grupo. Muito provavelmente, o treinador não entrará em campo em todo jogo com três atacantes. Povoando o meio-campo com quatro atletas, a chance dos dois jogarem aumentará.

Felipão foi campeão da Libertadores de 1999 com César Sampaio e Rogério fazendo a proteção de sua defesa – dois jogadores que além de marcar bem, tinham ótimo passe e chegavam ao ataque, posição em que Gustavo Scarpa poderia exercer.

Naquele time, Felipão também teve no Palmeiras o meia Alex jogando de forma bem ofensiva, em um posicionamento que favorece muito Lucas Lima, já que o ele poderia ficar bem mais perto da meta adversária. Agora, o momento dos dois é de paciência e muito trabalho. 

 

 

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