Ricardo Duarte/SC Internacional
Ricardo Duarte/SC Internacional

Em jogo beneficente com 10 mil no Beira-Rio, D'Alessandro evita provocar Grêmio

Reunindo estrelas do futebol mundial, meia argentino reconhece mérito do rival vice-campeão do Mundial de Clubes

Estadão Conteúdo

16 de dezembro de 2017 | 23h02

D'Alessandro comandou na noite deste sábado, no Beira-Rio, mais uma edição do Lance de Craque, nome do jogo beneficente cuja renda será revertida para sete instituições de caridade. Já antes de a bola rolar para o evento, porém, o meia do Internacional não escapou de comentar a derrota do rival Grêmio para o Real Madrid, ocorrida poucas horas antes, em Abu Dhabi, na final do Mundial de Clubes da Fifa.

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Ao falar sobre o jogo que terminou com vitória por 1 a 0 do time espanhol, o ídolo argentino evitou polêmica ou provocações aos gremistas. Ele preferiu exaltar o merecimento da equipe tricolor por ter conseguido chegar à decisão da competição e comemorou o sucesso da partida que ele promoveu pelo quarto ano no estádio do Inter.

"Tenho que deixar a rivalidade de lado, senão fica muito chato. Tem que falar, eles foram campeões da América, ganharam a Libertadores. Outra coisa é o que a gente queria, meu desejo era outro, mas temos que reconhecer que eles tiveram mérito para chegar onde chegaram", ressaltou D'Alessandro, em entrevista coletiva, na qual depois reforçou: "Não é qualquer um que chega lá. Temos que reconhecer que eles tiveram mérito para conquistar a Libertadores".

Nas arquibancadas, porém, as provocações foram inevitáveis por parte dos colorados no Beira-Rio, que recebeu um público de 10.475 torcedores neste sábado. O nome de Cristiano Ronaldo, autor do gol da vitória do Real sobre o Grêmio, foi gritado por várias vezes pelos presentes, que também fizeram ecoar nas arquibancadas o coro "Madri", como normalmente a torcida da equipe espanhola costuma proferir em suas partidas.

Em campo, o time Esperança venceu o Solidariedade por 10 a 6. A equipe ganhadora teve Vanderlei Luxemburgo como técnico simbólico, enquanto Zico foi treinador do time derrotado. O ex-meio-campista, por sinal, roubou a cena ao ser chamado a campo para bater uma falta durante o primeiro tempo após a torcida gritar pelo seu nome depois de a infração ser assinalada pelo árbitro Anderson Daronco.

Depois dos pedidos, Sálvio Spíndola, ex-juiz e atualmente comentarista do canal ESPN, insistiu para que Zico entrasse em campo. Ele trabalhou na partida como árbitro de vídeo e viu de perto os dois técnicos do jogo festivo protagonizarem um cena curiosa na beira do campo.

Como a falta era favorável ao time adversário, Zico precisava trocar a camisa que usava para entrar no jogo e fazer a cobrança. Ciente disso, Luxemburgo ofereceu o seu uniforme (igual ao dos seus jogadores) ao ex-meio-campista e permitiu que o astro usasse a camisa da equipe para a qual ele faria a batida. E, mesmo de calça jeans e sapato, Zico fez a bola passar perto do gol adversário ao exibir a categoria habitual que mostrou durante a sua carreira como exímio cobrador de faltas.

Alan Ruschel, um dos sobreviventes do trágico acidente aéreo da Chapecoense, time que ainda defende, e o ex-zagueiro Lúcio, o ex-meia Alex e o meio-campista Oscar estiveram entre os jogadores que atuaram pela equipe Solidariedade. Já o time Esperança contou com nomes com os ex-jogadores Verón, Recoba, Iarley e Paulo Nunes, assim como o recém-aposentado Zé Roberto, que defendeu o Palmeiras até o final desta temporada.

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