Paulo Liebert e Sergio Neves/AE
Paulo Liebert e Sergio Neves/AE

Em jogo cheio de emoções, São Paulo e Palmeiras ficam no 1 a 1 no Morumbi

Atraso devido à chuva e por queda de energia no Morumbi quase fizeram o clássico ser cancelado

WAGNER BORDIN, estadão.com.br

27 de fevereiro de 2011 | 19h15

SÃO PAULO - Com direito a quase suspensão da partida, forte chuva, queda de energia, clima tenso e torcedor nadando na arquibancada, o São Paulo manteve o tabu de não perder para o Palmeiras no Morumbi ao empatar em 1 a 1, em partida válida pela décima rodada do Campeonato Paulista.

Com o resultado, o São Paulo pulou para a quarta colocação com 19 pontos, dois a menos do que o Palmeiras, 21, que caiu da liderança para o terceiro lugar. Na próxima rodada, o São Paulo irá encarar o São Caetano, em São Caetano, no próximo sábado, enquanto o Palmeiras terá o Santo André, no Pacaembu, também no sábado.

Chuvas. Devido a forte chuva que caiu na cidade de São Paulo, a partida esteve muito perto de ser adiada. Em pouco mais de uma hora o gramado do Morumbi estava completamente encharcado, os bancos de reservas alagados e,até mesmo alguns setores das arquibancadas, também estavam cheios de água.

Situação que fez com que os treinadores chegassem a pedir para o árbitro da partida, Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, o adiamento da peleja. Mas, este fez valer o procedimento padrão, esperou uma hora e, para desagrado de Felipão, que esbravejou muito, autorizou o início da partida, já com o gramado em melhores condições.

Nem mesmo a forte chuva que atingiu a cidade foi capaz de esfriar os ânimos do Choque Rei. Desde os primeiros minutos o clima da partida foi quente, a começar por um desentendimento entre o meia Valdívia e o zagueiro Miranda. Em 15 minutos de jogo, foram marcadas 15 faltas, uma média de uma falta por minutos e muito trabalho para a arbitragem.

O clima também tornou a partida mais feia, já que as duas equipes se esqueceram de jogar futebol e abusaram dos carrinhos e chutões. O Palmeiras estava ligeiramente melhor, apesar das poucas chances criadas, até que Fernandinho fez bela jogada individual e abriu o marcador com um chute perfeito.

O atacante recebeu na entrada da área, partiu para cima do defensor palmeirense e, com um chute cruzado indefensável, venceu o goleiro Deola. Na sequência do gol os refletores do estádio apagaram, Deola tentou alegar que teria sido prejudicado pela queda da energia no momento do gol. Mas, o árbitro não aceitou, validou o gol e paralisou a partida até que os refletores acendessem novamente.

15 minutos. Após a parada a partida voltou aberta, com as duas equipes se preocupando apenas com o futebol e deixando de lado as faltas. Tanto Palmeiras como São Paulo tiveram chances de gols, mas os dois goleiros e as finalizações erradas fizeram com que o primeiro tempo terminasse com vitória dos donos da casa.

O início do segundo tempo repetiu o do primeiro e, as duas equipes, principalmente o São Paulo, voltaram com a cabeça quente. Tanto que aos 15 minutos, o zagueiro Alex Silva se irritou com Adriano, que tentou cavar uma falta, reclamou com o atacante e foi expulso. O que fez com que em cada falta ou jogada mais dura, o árbitro tivesse de aturar inúmeras reclamações e pedidos de cartões.

Com um a menos, o São Paulo passou a apostar nos contragolpes, enquanto o Palmeiras, sem muita criatividade, passou a pressionar os donos da casa em busca do empate. Valdívia, Kléber e Adriano pressionaram e obrigaram Rogério Ceni a trabalhar.

Mas, de tanto que chamou o Palmeiras para o seu campo, o São Paulo acabou levando o gol de empate. A primeira chance do Palmeiras foi com Adriano, que correu mais do que a marcação e chutou em cima de Rogério Ceni. No rebote, o atacante tentou novamente e, com a ponta do pé, Ceni fez nova defesa. Dois minutos depois, aos 38, Valdívia tocou para Kléber, que lançou Adriano. O atacante passou pela zaga são-paulina e chutou firme para empatar a partida.

O gol fez com que o Palmeiras torna-se os últimos cinco minutos de jogo em um verdadeiro sufoco para o São Paulo. Com um homem a mais, dominou todas as ações e encurralou ainda mais os donos da casa em seu campo. Mas, Rogério e a falta de pontaria dos atacantes fizeram com que a partida terminasse empatada.

SÃO PAULO - 1 - Rogério Ceni; Rhodolfo, Alex Silva e Miranda; Jean, Casemiro, Carlinhos Paraíba, Lucas (Rivaldo) e Juan; Fernandinho (Xandão) e Dagoberto (Willian José). Técnico: Paulo César Carpegiani

PALMEIRAS - 1 - Deola; Cicinho, Danilo (Leandro Amaro), Thiago Heleno e Gabriel Silva; Márcio Araújo, Marcos Assunção (João Vitor), Tinga e Valdivia; Luan (Adriano) e Kleber. Técnico: Luiz Felipe Scolari

Gols - Fernandinho, aos 25 minutos do primeiro tempo. Adriano, aos 39 minutos do segundo tempo; Cartões amarelos - Miranda, Dagoberto; Danilo, Marcos Assunção; Cartão vermelho - Alex Silva; Árbitro - Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza; Público - 26.238 pagantes; Renda - R$ 815.394,00; Local - Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP).

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