Howard Burditt/Reuters
Howard Burditt/Reuters

Em jogo emocionante, Austrália e Sérvia acabam eliminadas da Copa

Seleção da Oceania venceu por 2 a 1; europeus precisavam de mais um gol para chegar as oitavas

ANDRÉ AVELAR, estadão.com.br

23 de junho de 2010 | 17h20

SÃO PAULO - Austrália e Sérvia morreram abraçadas na Copa 2010. Não sem se despedirem em um jogo emocionante. Na chave mais embolada do Mundial, a seleção da Oceania venceu por 2 a 1, mas não avançou pela insuficiência do saldo de gols, nesta quarta-feira, 23, em Nelspruit. Os classificados estavam no outro jogo do Grupo D, Alemanha e Gana passaram.

 

Veja também:

especial CRONOLOGIA: Copa, dia a dia

tabela TABELA - Jogos | Classificação | Simulador

mais imagens IMAGENS - Os melhores lances do jogo

Agora, os Estados Unidos enfrentam Gana, em 26 de junho, às 15h30 (Brasília), em Rustenburgo. No dia seguinte, a Alemanha encara a Inglaterra, às 11 horas, em Bloemfontein.

 

Três gols a mais, dos australianos ou mesmo dos alemães, classificaria a Austrália e o jogo ficou emocionante no final. A Sérvia, que precisava só de mais um tento marcado, acabou repetindo a Alemanha 2006 - quando ainda como Sérvia e Montenegro, caiu na primeira fase.

 

"Os imperdíveis gols perdidos"
Sua equipe está perdendo, precisando do resultado para avançar à próxima fase e, claro, bola no craque do time. Até aí, tudo certo. Mas e quando ele manda a bola longe do gol?

Começo arrasador. A Sérvia não queria depender de ninguém para seguir na competição. Só não contava com a falta de pontaria dos seus homens de frente, em especial, do meia-atacante Krasic. Na primeira oportunidade, driblou o goleiro até perder o ângulo do gol. Não contente, ainda perdeu gol embaixo das traves. Zigic também errou cabeçada que poderia abrir o placar.

 

Pela primeira vitória neste Mundial, os australianos buscavam os contra-ataques. Mas finalizar não era muito com eles. Kennedy e Cahill não conseguiam os espaços. Quem brilhava mesmo era o experiente goleiro Mark Schwarzer.

 

Herdeira futebolística da antiga Iugoslávia, a Sérvia tentava recuperar seu prestígio com a classificação. Krasic, de novo, marcou, mas o uruguaio Jorge Larrionda assinalou impedimento. Sem gols na outra partida do Grupo D, entre Gana e Alemanha, as duas equipes estavam sendo eliminadas no Mbombela.

 

Na etapa complementar, as equipes não souberam lidar com a pressão de ter que marcar o gol. Para piorar, a Alemanha abriu o placar com Ozil. A partir daí o jogo ficou duro. O árbitro abriu a máquina de cartões amarelos e tudo poderia acontecer.

 

A Sérvia continuava pressionando, mas abria espaços em sua defesa. Em um desses contra-ataques rápidos, os australianos chegaram ao gol em sua jogada mais característica. Wilkshire cruzou na área e Cahil ganhou do zagueiro para abrir o placar. Era só o segundo gol da equipe neste Mundial.

 

 Austrália AUSTRÁLIA2
Mark Schwarzer; Wilkshire     (Garcia), Neill, Beauchamp    , David Carney; Carl Valeri (Holman), Emerton    , Culina, Bresciano (Chipperfield); Cahill e Josh Kennedy.
Técnico: Pim Verbeek
 Sérvia SÉRVIA1
Stojkovic; Ivanovic, Vidic, Milan Jovanovic, Aleksandar Lukovic    ; Kuzmanovic (Lazovic), Dejan Stankovic, Krasic (Tosic), Ninkovic    ; Zigic (Pantelic) e Ivan Obradovic
Técnico: Radomir Antic
Gols: Cahill, aos 23; Holman, aos 28; Pantelic, aos 39 minutos do 2.º Tempo.

Árbitro: Jorge Larrionda

Estádio: Mbombela, em Nelspruit

Tinha mais. A vantagem no placar animou a equipe da Oceania. Com espaço, Holman avançou até a entrada da área para marcar mais um. Comemoração aos estilo canguru. A seleção precisava de mais dois gols, no seu jogo ou até na partida da Alemanha.

 

Mas a Sérvia complicou ainda mais ao marcar o seu. O goleiro australiano deu rebote no chute de Tosic e Pantelic ampliou. A equipe ainda marcou o gol que daria a sua classificação, mas o árbitro marcou impedimento.

 

Emoção. Foi então na base do desespero. Pelo menos mais duas oportunidades para cada lado foram criadas. Sem sucesso. O jogo não tinha mais meio-campo e o nervosismo tomou conta. Teve de reversão a atacante chutando a classificação por cima do gol. Pantelic foi o autor da proesa.

No final, as duas equipes saíram com a sensação de que lutaram até o fim. No entanto, não havia motivo para comemoração.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.