Em jogo emocionante, Itália é eliminada da Copa pela Eslováquia

Estreante em Copas vence tetracampeões por 3 a 2 e se classificam em segundo no grupo F

LUIZ RAATZ - estadão.com.br

24 de junho de 2010 | 12h56

    Comissão técnica eslovaca celebra classificação

SÃO PAULO - No melhor e mais emocionante jogo da Copa, a Itália foi valente, mas acabou eliminada do Mundial após perder para a Eslováquia por 3 a 2 no Ellis Park de Johannesburgo, nesta quinta-feira, 24. Os eslovacos abriram 2 a 0. A Itália diminuiu. Os eslavos ampliaram aos 42, mas a Itália marcou de novo aos 47.  Foi em vão. Depois de empatar com o Paraguai e a Nova Zelândia, a Itália, tetracampeã do mundo, volta para casa.

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Vittek, duas vezes, e Kopunek marcaram para a Eslováquia. Di Natale e Quagliarella, para a Itália. A Azurra teve ainda dois gols de Quagliarella anulados. No primeiro, Skrtel tirou em cima da linha. No segundo, o bandeira assinalou impedimento. Na classificação final, os tetracampeões ficaram em último lugar do grupo F, atrás até da Nova Zelândia, que, com o empate diante do Paraguai deixa a Copa invicta. Os sul-americanos avançaram em primeiro e a Eslováquia em segundo.

O técnico Marcello Lippi havia afirmado que pretendia se inspirar na seleção de 1982, que após uma primeira fase ruim chegou ao tri na Espanha, mas conseguiu apenas igualar a seleção de 1950, que defendia o título, mas caiu na primeira fase. Além da Itália,  o Brasil, em 1966 e a França em 2002 são os outros campeões eliminados na primeira fase do mundial seguinte.

Lippi vinha enfrentando críticas de que o time, com média de idade de 28 anos e 11 meses, era velho. Nove dos 23 convocados estavam na Copa da Alemanha. Titulares como Zambrotta e Cannavaro enfrentavam uma má fase técnica na última temporada. Dizia que lhe faltava um Paolo Rossi. Quagliarella quase conseguiu ser este herói, ao comandar a reação da Azurra. Marcou um gol, participou de outro e teve um terceiro anulado.

O JOGO. Precisando de uma vitória, Lippi sacou Gilardino do ataque e escalou Di Natale, artilheiro da Série A Italiana com a Udinese. Também reforçou o meio campo com a entrada de Gattuso. Vladimir Weiss tirou seu filho, o meia Weiss Júnior, e o atacante Sestak e colocou Kucka e Jendrisek.

A Eslováquia começou melhor. Tocava mais a bola, mas tinha dificuldades em chegar à meta de Marchetti. A Itália, por sua vez, tinha problemas em ligar a defesa ao ataque e apelava para o chutão. Montolivo e Pepe não conseguiam armar as jogadas para Iaquinta e Di Natale, que por vezes tropeçaram na bola.

O ataque italiano já não funcionava. E a defesa, sempre elogiada, resolveu falhar. De Rossi errou um passe na saída de bola. Kucka dominou na intermediária e lançou Vittek na cara do gol. O atacante chutou no cantinho, sem chance para Marchetti.

Aos 34, Strba bateu falta de longe em jogada ensaiada e Marchetti espalmou para fora. A melhor chance da Itália veio numa cabeçada do mesmo Strba, que afastou uma bola para escanteio que passou perto do gol.

No final do primeiro tempo, Vittek driblou o zagueiro na entrada da área e ajeitou para trás. Kucka emendou um sem pulo e a bola bateu na rede pelo lado de fora.

Eslováquia ESLOVÁQUIA 3
Mucha  ,Pekarik  , Durica, Skrtel e Zabavnik ; Strba  (Kopunek), Stoch, Kucka e Hamsik; Vittek  (Sistek) e Jendrisek (Petras)
Técnico: Vladimir Weiss
Itália ITÁLIA 2
Marchetti, Zambrotta, Chiellini  , Cannavaro  e Criscito (Maggio); Gattuso (Quagliarella  ), De Rossi e Montolivo (Pirlo); Pepe  , Iaquinta e Di Natale
Técnico: Marcello Lippi
Gols: Vittek aos 25 do primeiro tempo e aos 28 do segundo; Di Natale aos 36, Kopunek aos 44 e Quagliarella aos 47 da etapa final

Árbitro: Howard Webb - Inglaterra

Estádio: Ellis Park, em Johannesburgo

ALTERAÇÕES. A Azurra voltou para o segundo tempo modificada. Lippi tirou o obtuso e violento Gattuso, que já havia tirado sangue de Strba em uma dividida no final do primeiro tempo, e colocou o atacante Quagliarella. Na defesa, sacou o lateral Criscito e pôs Maggio em campo.

Aos 10, Maggio achou Di Natale livre na área. O artilheiro não justificou a pressão por sua escalação. O chute saiu tosco, reto, longe da meta de Mucha. Lippi então apelou para Pirlo, talvez o único que pudesse criar algo no nulo meio campo italiano.

Aos 21, a Itália acordou. Pepe levantou a bola na área. No rebote, Quagliarella bateu e Skrtel tirou em cima da linha. Os italianos alegaram que a bola havia ultrapassado a linha, mas o juiz mandou seguir.

A Eslováquia respondia nos contra-ataques, Stoch recebeu belo lançamento de Hamsik, tirou Cannavaro, mas chutou para fora.

 SÓ EMOÇÃO. Outro duro golpe veio aos 28. Hamsik cruzou após bola rebatida de escanteio. Chiellini não acompanhou e Vittek - o novo artilheiro da Copa ao lado de Higuaín - se antecipou para mandar ao fundo do gol. O que era drama virava tragédia.

A Itália diminuiu aos 36. Quagliarella fez bela tabela com Iaquinta e chutou na entrada da área. No rebote, Di Natale marcou. A Azurra então foi para o abafa. Quagliarella marcou aos 40, mas o bandeira assinalou impedimento.

Aos 42, Kopunek, que quase substituiu Strba quando este foi lesionado por Gattuso, finalmente entrou em campo, no lugar do mesmo Strba. Em seu primeiro toque na bola, antecipou a defesa italiana numa cobrança de lateral e encobriu Marchetti.

Quatro minutos de acréscimo. A Itália estava morta? Não. Aos 47, Quagliarella mandou na gaveta de Mucha. 3 a 2.

A Eslováquia fazia cera. A Itália lutava. No último lance, Chiallini cobrou o lateral para a área. Pepe chutou a classificação para fora. Itália eliminada. Eslovacos choraram de alegria. Os italianos, de tristeza.

 

 

 

 

 

 

 

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