Divulgação/ Paris Saint-Germain
Divulgação/ Paris Saint-Germain

Em jogo sem torcida, Neymar tenta conduzir PSG pela 1ª vez às quartas de final

Time francês precisa reverter a vantagem do Borussia Dortmund em jogo decisivo da Liga dos Campeões

Leandro Silveira, O Estado de S.Paulo

11 de março de 2020 | 04h30

Neymar terá nesta quarta-feira, a partir das 17 horas (de Brasília), uma das suas mais importantes chances de confirmar que o investimento realizado pelo Paris Saint-Germain na sua contratação em 2017 valeu a pena. Enfim em campo no jogo decisivo da Liga dos Campeões da Europa pelo time francês, ele precisará liderá-lo para reverter a vantagem do Borussia Dortmund em um estádio vazio e talvez sem ter ao lado o mais talentoso companheiro de clube.

Na Alemanha, o PSG perdeu o confronto de ida por 2 a 1, com seu gol sendo marcado por Neymar. Assim, triunfos por 1 a 0 ou por ao menos dois gols de diferença são suficiente para o time se classificar às quartas de final, algo que não conseguiu nas últimas três temporadas, sendo que o brasileiro estava em seu elenco nas duas últimas, sendo que na anterior foi um dos seus algozes, quando brilhou na goleada por 6 a 1 do Barcelona.

Nas duas últimas, porém, Neymar não pôde entrar em campo pelo PSG nos duelos de volta contra Real Madrid e Manchester United, no qual críticas ao árbitro provocaram uma suspensão que o impediu de participar dos primeiros compromisso do time nesta temporada na competição.

Em busca da classificação, o PSG atuará com os portões fechados do Parque dos Príncipes em função do surto de coronavírus na França. O problema já havia provocado o adiamento da partida diante do Strasbourg no fim de semana, o que impediu Neymar de adquirir uma maior sequência de jogos, algo também afetado por uma expulsão diante do Bordeaux.

Neymar ainda não sabe se terá a companhia de Mbappé, autor de 30 gols nesta temporada e que está com febre, problema que o impediu de treinar na segunda e terça-feira. Assim, Icardi e Sarabia estão de sobreaviso, pois um deles pode ser escalado ao lado do brasileiro e de Cavani. O PSG também não terá o suspenso Verratti, mas ao menos Thiago Silva se recuperou antes do previsto de uma lesão e vai atuar nesta quarta.

Adversário do PSG, o Dortmund está embalado por cinco vitórias consecutivas e foi claramente superior no confronto de ida, mesmo que ainda continue sem poder utilizar o lesionado Marco Reus. Sem o meia, quem brilhou no duelo de ida foi o norueguês Haaland, que marcou os gols do time no duelo na Alemanha.

A sensação norueguesa, de 19 anos, aliás, tem dez gols marcados em sete jogos na Liga dos Campeões, tendo atuado antes pelo Red Bull Salzburg. Voltar a brilhar diante do PSG pode ser o passo decisivo para torná-lo, de vez, uma estrela mundial.

LIVERPOOL X ATLÉTICO - No outro jogo desta quarta-feira, também a partir das 17h, o Liverpool recebe o Atlético de Madrid, no Anfield Road, para se manter vivo na defesa do seu título da Liga dos Campeões. Para isso, precisará reverter a vantagem da equipe espanhola, que venceu o duelo de ida por 1 a 0.

O jogo no Wanda Metropolitano representou o fim de uma aura de time praticamente imbatível do Liverpool, que vinha beirando a perfeição. Depois, sofreu sua primeira derrota no Campeonato Inglês, para o Watford, e também caiu para o Chelsea na Copa da Inglaterra. E os triunfos pelo Nacional foram sem brilho, diante de West Ham e Bournemouth.

Parece, portanto, ser o pior momento do Liverpool no ano. E a virada na série precisará ser conquistada sem o goleiro Alison, lesionado. O capitão e meio-campista Henderson é dúvida, mas o lateral-esquerdo Robertson está recuperado de contusão e retorna ao time, que aposta na força no Anfield Road, onde soma 56 partidas de invencibilidade. "Se você joga previsível, o Atlético defende pelos próximos seis meses sem descanso. Mas se você preparar situações em que não é tão fácil de defender, mais frequentemente você estará em situações em que poderá marcar o gol", afirmou o técnico Jürgen Klopp.

O primeiro confronto foi um momento de esperança para o Atlético, que faz uma temporada abaixo do histórico recente sob o comando de Diego Simeone, a ponto de ser apenas o quinto colocado no Campeonato Espanhol. O treinador também depende da evolução física de vários jogadores para escalar o time, casos de Morata, do brasileiro Renan Lodi, que ficou fora da partida contra o Sevilla no fim de semana, e de Thomas Lemar.

 

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