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Darren Ornitz/Reuters
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Em julgamento, defesa de ex-presidente da Conmebol nega recebimento de propina

Advogada de Juan Napout tenta mostrar que seu cliente não participa do esquema de corrupção no "Caso Fifa"

Ricardo Leopoldo, correspondente em Nova York, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2017 | 15h26

A advogada Silvia Pinera Vazquez, que defende o paraguaio Juan Angel Napout, ex-presidente da Conmebol e da Associação Paraguaia de Futebol, tentou nesta terça-feira, na Corte do Distrito Leste de Nova York, mostrar que seu cliente não recebia propinas do esquema de corrupção que envolveu ex-dirigentes no julgamento do "Caso Fifa", entre eles o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, e Manuel Burga, ex-presidente da Federação Peruana de Futebol.

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Silvia Pinera Vazquez questionou o agente Steve Berryman, do IRS, órgão federal do governo dos Estados Unidos equivalente à Receita Federal no Brasil, se entre as dez contas bancárias de Juan Angel Napout identificou recebimento de transferência internacional de recursos, que ele admitiu que não conseguiu fazê-lo. Ao mesmo tempo, ela mostrou um documento no qual comprovava que seu cliente fez pagamentos à Fifa, mas para a compra de ingressos para assistir jogos da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

A advogada de Napout tentou estabelecer uma analogia entre pessoas que receberam recursos via transferências financeiras. Ela mostrou um diagrama em forma de circulo que envolvia a empresa offshore Flemick, de propriedade de Luis Bedoya, ex-presidente da Federação Colombiana de Futebol. A Flemick foi criada para receber propinas, de acordo com depoimento já realizado na corte por Santiago Peña, ex-funcionário da empresa Full Play, companhia de marketing esportivo, que pagava subornos para autoridades internacionais de futebol.

No esquema gráfico demonstrado por Silvia Pinera Vazquez, a Flemick, de um lado, recebia recursos de algumas fontes internacionais e por outro lado também realizava pagamentos de dinheiros em esquemas de corrupção envolvendo o mundo do futebol.

Em outro diagrama, a advogada de Juan Angel Napout exibiu um esquema parcial com o nome "Honda", que faria referência a seu cliente, de acordo com informações obtidas em documentos de Santiago Peña. Contudo, este esquema apenas apresentava um único lado: no dia 27 de fevereiro de 2013, saia de "Honda" uma ordem de pagamento de US$ 150 mil para Mariano Jinkins, um dos responsáveis pela empresa Full Play, mas o esquema parava nesta etapa.

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O agente Steve Berryman manifestou no tribunal que não concordava com a linha de raciocínio demonstrada por Silvia Pinera Vazquez, pois era parcial e não era compatível ao apurado pelas investigações do IRS que apuraram o suposto envolvimento de Napout, José Mária Marin e Manuel Burga em esquemas internacionais de corrupção envolvendo torneios de futebol.

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