Em lançamento de seu livro, Thuram diz que 'Itália é racista'

Para ex-jogador da Juventus, 'o racismo no futebol italiano é reflexo do racismo presente na sociedade'

EFE,

10 de fevereiro de 2010 | 11h53

O ex-jogador Liliam Thuram, campeão do mundo com a seleção francesa em 1998, afirmou hoje que "a Itália é racista", durante a apresentação de seu livro "Mes étoiles noires" ("Minhas estrelas negras", em português).

Thuram, que defendeu o Parma entre 1996 e 2001, e depois se transferiu para a Juventus, onde atuou até 2006, disse que "o racismo no futebol italiano é reflexo do racismo presente na sociedade", referindo-se a um cântico de torcedores da Juve cujo trecho é "um negro não pode ser italiano".

O ex-zagueiro e lateral-direito, que tem uma longa trajetória de luta contra o racismo, mostrou-se solidário ao jovem atacante Mario Balotelli, italiano de origem ganesa que atua pela Inter de Milão.

Recentemente, Balotelli, de 19 anos, aplaudiu ironicamente a torcida do Chievo ao ser substituído, após ter sido alvo de insultos racistas durante o duelo entre as equipes em Verona pelo Campeonato Italiano.

"O que é mais dramático é a inversão dos papéis", disse Thuram. "Ao invés de compreender o enorme sofrimento desse jovem, o obrigaram a pedir perdão por seu comportamento", acrescentou o francês, lembrando o fato de Balotelli ter sido multado pela Justiça esportiva italiana por causa de seu gesto.

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