Fernanda Luz|Tribuna de Santos
Fernanda Luz|Tribuna de Santos

Em liberdade, Edinho quer retomar carreira de técnico após altos e baixos

Filho de Pelé vive problemas com a justiça desde que encerrou a carreira de goleiro

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

04 de março de 2017 | 17h00

Edinho, filho de Pelé, vive mais um momento conturbado. Depois que o Tribunal de Justiça de São Paulo julgou o recurso de apelação e mandou prendê-lo por lavagem de dinheiro e associação ao tráfico de drogas na semana passada, o ex-goleiro foi solto na quarta-feira por meio de um habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). As novas decisões do caso realçam uma carreira marcada por altos e baixos, dentro e fora de campo.

Como goleiro do Santos, atuou entre 1990 e 1991 e, depois, entre 1994 e 1998. O ponto alto de sua trajetória foi o vicecampeonato brasileiro em 1995. Após o fim de sua carreira como jogador, começaram os problemas com a justiça.

Edson Cholbi do Nascimento é acusado de crime de lavagem de dinheiro e associação ao tráfico de drogas. Ele foi preso em junho de 2005, durante a Operação Indra, com mais 17 pessoas, por ligação com uma organização de tráfico de drogas que atuava na Baixada Santista. O ex-goleiro foi solto ao obter um habeas corpus no Superior Tribunal Federal (STF).

Em fevereiro de 2006, o Ministério Público o denunciou por lavagem de dinheiro, o que resultou em nova prisão, 47 dias após conseguir a liberdade. Depois de conseguir habeas corpus em 2006, Edinho nunca mais havia sido detido. Agora, a guarda o julgamento definitivo.

Hoje, Edinho pode trabalhar normalmente, mas não tem permissão para deixar o País. Em entrevista exclusiva ao Estado, antes de ser preso, ele afirmou inocência. “A dinâmica da nossa Justiça é muito morosa. Acima de tudo, eu tenho a consciência muito tranquila da minha total inocência em relação às acusações que foram feitas.”

Embora tenha sido auxiliar da comissão técnica do Santos por oito anos, a carreira como treinador ainda não decolou. No mês passado, ele foi demitido do Tricordiano depois de duas derrotas. A história extraordinária – Edinho em Três Corações, terra do seu pai, defendendo o clube no qual o avô, Dondinho, havia sido ídolo – durou pouco. “Para mim, o Edinho foi uma tentativa de marketing”, diz Henrique Santos, diretor de futebol. “Ele não conseguiu fazer o time andar e caiu.”

Antes do Tricordiano, Edinho passou apenas três meses no Água Santa (SP). Deixou o time classificado à próxima fase da Copa Paulista por divergências com a diretoria.

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