Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Em Limeira, torcida entra em conflito com a Polícia Militar

As organizadas de São Paulo e Corinthians foram escoltadas da Capital até a cidade do interior. Houve muita correria e confusão

RAPHAEL RAMOS, O Estado de S. Paulo

22 de janeiro de 2015 | 23h50

Depois da vitória do Corinthians sobre o São Paulo por 3 a 0 pela semifinal da Copa São Paulo de Futebol Junior, em Limeira, os arredores do estádio Major José Levy Sobrinho se transformaram em uma praça de guerra. Torcedores do São Paulo entraram em conflito com policiais militares, que usaram bombas de efeito moral e gás lacrimogênio para tentar dispersar os brigões. Houve muita correria e confusão. Ainda não há confirmação sobre feridos.

Torcedores que estavam com crianças do lado de fora do estádio correram de volta para as arquibancadas para escapar da confusão. A Polícia Militar demorou cerca de 30 minutos para controlar a situação. Mesmo assim, integrantes de torcidas organizadas do São Paulo resistiram em entrar nos ônibus que os levaria de volta à Capital.

"Foi uma falha, talvez por falta de experiência. Ainda bem que não tivemos consequências graves. Houve, talvez, um erro na hora de abrir os portões depois do jogo. Poderiam ter segurado uma torcida dentro estádio até liberar totalmente a outra", disse o coronel Marcos Marinho, chefe do departamento de segurança da Federação Paulista de Futebol, em entrevista à Rádio Globo.

A Federação Paulista de Futebol decidiu levar a semifinal para o Limeira por causa do risco de conflitos entre os torcedores. O policiamento foi reforçado. Foram quase 200 homens da PM além de 50 da GCM (Guarda Civil Militar). O público pagante foi de 10.065 pagantes.

As torcidas organizadas de São Paulo e Corinthians foram escoltadas da Capital até Limeira. Ônibus com são-paulinos chegaram apenas no intervalo enquanto que corintianos entraram no estádio depois dos 30 minutos do segundo tempo.

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