Em livro, Platini sugere novo cartão e fim de expulsão em pênaltis

Em livro, Platini sugere novo cartão e fim de expulsão em pênaltis

Na publicação recém-lançada, presidente da Uefa propõe uma série de mudanças nas regras do futebol e critica Joseph Blatter

O Estado de S. Paulo

17 de outubro de 2014 | 10h29

Nesta quinta-feira, o ex-jogador e atual presidente da Uefa, Michel Platini, publicou seu mais novo livro: "Parlons Football" (Falemos de Futebol), em que expõe sua visão sobre o esporte atualmente e propõe uma série de mudanças nas regras. Entre elas, a criação de um novo cartão - o cartão branco - além de alterar o limite de substituições e abolir a chamada 'tripla punição', ou seja, acabar com as expulsões em caso de pênalti.

O francês afirma que as reclamações contra árbitros "estão se tornando uma epidemia" no esporte, por isso, seria introduzido o cartão branco, apresentado apenas nestes casos. Ao recebê-lo, o atleta passaria dez minutos fora de campo e depois retornaria. Com isso, o amarelo e o vermelho seriam utilizados exclusivamente "para conter as faltas de jogo".

O número de substituições, atualmente limitado a três por jogo, também entrou na pauta de Platini. Ele propõe duas substituições a mais que seriam permitidas apenas no intervalo dos jogos, aumentando o número para cinco no total. Com isso, o jogo não sofreria mais interrupções e as equipes teriam mais alternativas. "Os clubes têm plantéis numerosos. Convém ter isso em consideração", justifica.

Platini também é a favor da abolição da chamada "tripla punição", que simboliza casos de expulsão e pênalti no mesmo lance. Além de receber a penalidade e ficar com um jogador a menos, a equipe teria este jogador suspenso para a próxima partida, o que justifica a denominação. Além disso, ele propõe o fim do limite de idade para árbitros - que hoje é de 45 anos - e permitiria que os assistentes localizados atrás do gol entrem em campo.

Joseph Blatter, presidente da Fifa e ex-aliado de Michel Platini, também foi criticado na publicação. "A Fifa opera frequentemente como uma máquina eleitoral a serviço de manter um homem", disse o dirigente. Vale lembrar que Platini rompeu sua aliança com Blatter no momento que se lançou candidato a presidir a entidade máxima do futebol em 2015, mas acabou retirando a candidatura de última hora.

O francês também criou polêmica ao criticar o recurso do replay e da tecnologia da linha do gol, argumentando que tais iniciativas tiram a 'humanidade' do esporte. Ele é um dos favoritos a assumir a Fifa ao fim do mandato de Blatter, que deve se encerrar em 2019.

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