Em Madri, Barça e Real fazem o maior espetáculo do futebol mundial

Invicto há 31 partidas, Real Madrid é o favorito no confronto com o Barcelona, que precisa vencer para não ficar distante do bicampeonato

Mateus Silva Alves, O Estado de S. Paulo

23 de março de 2014 | 07h00

MADRI - O maior espetáculo do mundo da bola terá mais uma edição às 17h (horário de Brasília) deste domingo no histórico Estádio Santiago Bernabéu, casa do Real Madrid. O time merengue vai enfrentar seu arqui-inimigo, o Barcelona, com a possibilidade de deixá-lo bem mais distante do título do Campeonato Espanhol. Mas isso importa muito pouco, na verdade. Quando os dois gigantes da Espanha se enfrentam, a temperatura é elevada seja qual for a circunstância da partida.

O Real Madrid lidera o torneio nacional com 70 pontos, quatro a mais do que o Barça, o terceiro colocado – o segundo é o Atlético de Madrid, com 67. Em caso de derrota, a equipe catalã ficará a sete pontos de distância do líder, a nove rodadas do fim da competição. Nessas condições, é pouco provável que o Barça consiga tirar a diferença e conquistar o título pela segunda temporada seguida.

Os fãs de futebol de todas as partes do planeta se acostumaram à ideia de ver o Barcelona como um esquadrão praticamente invencível, mas o momento é do Real Madrid. A equipe dirigida pelo italiano Carlo Ancelotti superou um início de temporada claudicante e se tornou uma locomotiva capaz de atropelar qualquer um que entre em seu caminho. Já são 31 partidas de invencibilidade, contando Campeonato Espanhol, Copa do Rei e Liga dos Campeões da Europa. É a segunda maior sequência sem derrotas da história do clube.

O Barcelona, por outro lado, já viveu dias bem melhores. Dizer que o time catalão está em decadência é exagero, evidentemente, mas ele perdeu aquela aura de invulnerabilidade que tinha na época em que Pep Guardiola estava no comando. A goleada por 7 a 0 sobre o Osasuna, na rodada passada, amenizou um pouco o clima, mas os recentes tropeços fora de casa no campeonato deixaram o técnico argentino Gerardo "Tata" Martino em situação bastante desconfortável.

ALTA ROTAÇÃO

 A velocidade é a marca registrada do Real Madrid e certamente o time jogará em ritmo acelerado. O trio de ataque formado por Bale, Benzema e Cristiano Ronaldo se firmou como o ponto mais forte da equipe, bem amparado por Xabi Alonso, Modric e Di Maria, os integrantes do dinâmico meio de campo merengue.

Apesar do momento não muito favorável, ninguém espera ver um Barça fechado na defesa, especulando com os contra-ataques. Como sempre, o time vai tentar ficar com a bola o tempo todo e trocar passes à frente da área do Real. É uma estratégia arriscada, pois a equipe de Ancelotti é ótima quando tem espaço para contra-atacar – Di Maria, Cristiano Ronaldo e Bale são especialistas nisso.

NEYMAR

No clássico do primeiro turno, em Barcelona, o craque brasileiro foi brilhante. Ele abriu o caminho da vitória por 2 a 1 com um gol e ainda deu a assistência para Alexis Sánchez marcar o segundo. Um turno depois, entretanto, a situação de Neymar mudou. E para pior. Uma lesão de tornozelo e a dor de cabeça causada por uma das transferências mais complicadas da história do futebol abalaram o atacante, que até deixou de ser titular absoluto.

Nos últimos dias, a imprensa espanhola cogitou a possibilidade de Neymar ficar no banco hoje, mas o mais provável é que ele comece a partida no lado direito do ataque, como aconteceu no jogo contra o Manchester City, em Barcelona, pela Liga dos Campeões – naquela ocasião, ele não se saiu muito bem. O clássico de hoje é importantíssimo para o Barça, mas para Neymar é um pouquinho mais.

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