Daniel Teixeira/Estadão - 11/03/2013
Daniel Teixeira/Estadão - 11/03/2013

Em meio a ambiente instável, Kleina continua como técnico do Palmeiras

Treinador não conta com total apoio da diretoria e ganha sobrevida no cargo até sábado

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

30 de agosto de 2013 | 07h55

SÃO PAULO - O técnico Gilson Kleina ganhou sobrevida no comando do Palmeiras. Pelo menos até sábado, quando o time enfrenta o Ceará, fora de casa pela Série B, ele continua no cargo mesmo após a promessa feita pelo presidente Paulo Nobre de uma bronca coletiva no time. A derrota e atuação apática do Palmeiras por 3 a 0 diante do Atlético-PR, em Curitiba, colocaram a equipe sob desconfiança. O presidente disse em tom exaltado após a partida que faltou empenho e não garantiu a permanência do treinador. Porém, a maior parte da cobrança e de uma prometida “chacoalhada” vão recair mais sobre os jogadores do que para a comissão técnica.

Um revés diante do Ceará, porém, pode quebrar esse voto de confiança dado ao treinador. Uma derrota significaria o terceiro resultado negativo seguido na mesma semana, fora dar a chance para o Chapecoense assumir a liderança da Série B. A equipe catarinense está apenas um ponto atrás e será o adversário do Palmeiras na próxima terça-feira, no Pacaembu, pela última rodada do primeiro turno.

Além disso, a diretoria não vê Kleina como o nome mais apropriado para comandar a equipe em 2014, ano do centenário e cercado de expectativas. A ideia é buscar algum técnico mais “medalhão” para corresponder às cobranças por conquistas. Esse clima instável entre as duas partes teve um novo capítulo em Curitiba. Kleina ficou insatisfeito pela diretoria ter negociado o zagueiro Vilson antes do jogo contra o Atlético-PR.

A transferência deixou o treinador indeciso entre escalar um jogador que estava de saída ou correr o risco de sacar do time um titular absoluto e ser criticado. O defensor de 24 anos vai para o Stuttgart, da Alemanha, por apenas R$ 700 mil. O valor da negociação é o mesmo da multa rescisória e foi estipulado pelo jogador em fevereiro, quando assinou com o clube ao deixar o Grêmio no pacote de jogadores que veio em troca do atacante argentino Hernán Barcos.

Por enquanto, mesmo longe de ser unanimidade, pesa a favor da manutenção de Gilson Kleina a falta de opções no mercado e também o tom conciliador adotado pela atual diretoria do Palmeiras.

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