Bruno Cantini / Atlético-MG
Bruno Cantini / Atlético-MG

Em meio à crise e protestos, Sampaoli terá o desafio de reerguer o Olympique de Marselha

Treinador troca o Atlético-MG pela equipe francesa, que vive momento difícil na temporada

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2021 | 11h00

Ao deixar o Atlético-MG para assumir o Olympique de Marselha, o técnico argentino Jorge Sampaoli terá o desafio de tentar reerguer um time em crise. O clube do sul da França está em conversas avançadas com o treinador para substituir o português André Villas-Boas, que deixou a equipe no início do mês.

Caso de fato feche com o time francês, Sampaoli irá retornar à Europa três anos e meio após sua saída da Sevilla, sua única experiência no Velho Continente. De acordo com a imprensa francesa, o argentino é aguardado no fim de semana em Marselha, onde há um contrato até 2023 a sua espera.

Sampaoli encerra seu ciclo em Belo Horizonte após um ano à frente do Atlético-MG. O argentino, de 60 anos, assumiu o comando do Galo em março de 2020, e deixa o time na terceira posição do Campeonato Brasileiro, já classificado para a fase de grupos da próxima Copa Libertadores. Sob seu comando, a equipe conquistou o Campeonato Mineiro no ano passado.

A dúvida é se Sampaoli levará ao sucesso um Olympique em crise. "Ele está sempre 100% envolvido, mas os jogadores o apreciam porque por fora ele é muito mais calmo, é encantador do ponto de vista humano. Ele vive sua paixão. Isso vai agradar ao Marselha", disse o zagueiro Adil Rami, que atuou sob o comando do argentino no Sevilla. 

No Campeonato Francês, o Olympique ocupa a 7.ª posição, a 14 pontos da zona de classificação para as competições europeias. Fora de campo, o Marselha enfrenta uma grande revolta de seus torcedores, que recentemente pediram a renúncia do presidente Jacques-Henri Eyraud.

A crise atingiu o seu ponto alto no final de janeiro e início de fevereiro, com a invasão de dezenas de torcedores no centro de treinamento do time. Esta ação causou o adiamento de uma partida contra o Rennes. Logo depois, Villas-Boas pediu demissão do cargo de técnico e fez questão de demostrar o seu descontentamento com a direção do clube. 

E é em meio a esse cenário que Sampaoli pode iniciar um novo trabalho na Europa. /COM AFP

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