Em meio à crise na Crimeia, taça da Copa visita a Rússia

Participação da seleção russa na Copa vem sendo contestada pelos Estados Unidos

O Estado de S. Paulo

24 de março de 2014 | 18h10

MOSCOU - Em meio aos ânimos exaltados que tomam conta do leste europeu, a taça da Copa do Mundo aterrissou no território russo e fez com que os cidadãos deixassem de se preocupar, pelo menos por algumas horas, com a polêmica gerada após a anexação da região da Crimeia à Rússia. Na capital Moscou, fãs do futebol foram conferir de perto o troféu do Mundial.

A participação da Rússia na Copa do Mundo deste ano vem sendo contestada por alguns manifestantes e pelos Estados Unidos. Por meio de dois senadores, os EUA chegaram a pedir formalmente a exclusão da seleção russa do torneio em carta encaminhada ao presidente da Fifa, Joseph Blatter. Como resposta, outros dois parlamentares do país europeu criticaram a ocupação norte-americana em países como Iraque, Líbia e Síria.

Se continuar na Copa, a Rússia chega à disputa no Brasil com a força de Aleksandr Kerzhakov, artilheiro da equipe, e do meia Andrei Arshavin. A seleção se classificou após ficar em primeiro lugar no Grupo F e caiu no grupo H da Copa, junto com Bélgica, Argélia e Coreia do Sul. Devido à falta de qualidade técnica dos adversários, a Rússia não deve ter problemas para avançar à próxima fase. Sua estreia será no dia 17 de junho, às 19h, contra a Coreia do Sul em jogo realizado na Arena Pantanal.

PLANEJAMENTO

Sede da Copa do Mundo de 2018, a Rússia prevê que todos os estádios da competição estejam prontos para a disputa ao menos um ano antes. Por ter uma extensão territorial ainda maior que o Brasil, a logística da Copa se tornará uma das principais questões da organização. Para facilitar o transporte, as cidades-sede ficarão, em sua maioria, na porção europeia do país, que está dividido entre Ásia e Europa.

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