Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Em meio à crise, São Paulo garante Muricy Ramalho no cargo

Comunicado assinado por Aidar pede fim às especulações

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

13 Março 2015 | 12h11

O São Paulo divulgou uma nota oficial na manhã desta sexta-feira em que garante a permanência do técnico Muricy Ramalho até o fim do contrato, em dezembro. O comunicado assinado pelo presidente Carlos Miguel Aidar pede para que terminem "especulações de desentendimentos, dúvidas, controvérsias e mesmo de eventuais divergências" sobre os bastidores políticos do clube e reafirma que o treinador tem o prestígio necessário para se manter no cargo.

No texto, Aidar garante que tanto a presidência, como a diretoria do clube se manifestam nessa nota oficial para reforçar o apoio a Muricy e também para esclarecer "informações, entrevistas, notícias e interpretações distorcidas e contraditórias, provenientes de diversas fontes". No comunicado, o dirigente afirma que além de Muricy estar mantido até o fim do contrato, poderá renovar caso tenha interesse.

A nota foi publicada horas depois do técnico voltar a reclamar dos bastidores no clube. Após a vitória por 1 a 0 sobre o São Bento, no Morumbi, o treinador disse que o clube está dividido e que o clima ruim pode afetar o elenco. "Estamos muito divididos. A verdade é essa e não podemos esconder. Acontece isso. Ninguém chega em mim e pressiona. Tem que ter coragem e ser forte para me peitar", comentou.

Esse tipo de queixa de Muricy tem sido comum nas últimas semanas. Dias depois da derrota para o Corinthians, na estreia da Libertadores, o técnico contou que já ouviu nos bastidores conversas de desafetos que querem pressionar para que deixe o cargo. "Sempre vou lutar por tudo o que represento no futebol. Algumas forças que existem no futebol tentam me derrubar,  mas vou brigar até o fim. Sou determinado. Cresço nos momentos ruins", disse.

Muricy explicou ainda que o ambiente no elenco é bom e elogiou o grupo de jogadores. Segundo ele, o time é muito profissional e dedicado, porém precisa de mais união na política do clube. "O momento não é bom e tira a tranquilidade. Não dá resultado e prejudica muito. Mas pressão no futebol é normal. Time grande tem de jogar bem e ganhar. É assim mesmo. Temos de estar mais unidos e juntos", afirmou.

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