Lucas Uebel/Grêmio
Lucas Uebel/Grêmio

Em meio à pandemia, Renato Gaúcho encontra novo ambiente em hotel onde vive

Ídolo do Grêmio mora em hotel e, durante a pandemia, chegou a ser único hóspede do local

Lucas Rivas, Especial para o Estado

04 de agosto de 2020 | 05h00

Excêntrico, Renato Gaúcho adotou uma postura ainda mais reservada no hotel onde vive em Porto Alegre, em função da pandemia do novo coronavírus. Desde que retornou ao Grêmio, em setembro de 2016, o treinador reside no Hotel Deville, próximo à Arena e do centro de treinamento do clube. Ele até chegou a procurar uma casa, mas alega praticidade nos deslocamentos ao trabalho para não morar em um imóvel próprio ou alugado.

Por ser considerado grupo de risco para a covid-19 - ele passou por duas cirurgias cardíacas -, Renato ficou no Rio de Janeiro enquanto a equipe realizava treinos físicos com os auxiliares em Porto Alegre. Nesse período, chegou a ser flagrado algumas vezes na praia.

No mês passado, com a volta do Campeonato Gaúcho, ele retomou sua rotina como técnico do Grêmio em Porto Alegre. Logo ao desembarcar no Rio Grande do Sul, chegou a ser o único hóspede do local por causa do coronavírus. Era um hotel somente para ele. Pessoas que trabalham no Deville dizem que Renato não está mais sozinho no lugar. Há outros hóspedes. E se antes da pandemia já não era fácil cruzar com o ídolo gremista circulando pelas dependências do hotel, agora, com os protocolos sanitários adotados, ficou ainda mais difícil.

"Antes mesmo da pandemia, eu ficava mais no quarto. É complicado ir para a piscina ou academia. De vez em quando até dava, mas normalmente fico no quarto mesmo. Agora ainda mais. A piscina e a academia até estão abertas, mas com esse frio nem penso em chegar perto da água. E academia eu acabo fazendo no CT do Grêmio mesmo", disse Renato ao Estadão. Renato passo o dia no CT do Grêmio. O time disputa o Estadual e agora se prepara para o começo do Brasileirão. Ele diz que sua rotina não mudou muito. 

O frio mencionado pelo treinador derrubou as temperaturas nos últimos dias no Rio Grande do Sul. Por isso, Renato é visto em suas aparições com as tradicionais luvas de lã. No hotel, a rotina dele se resume a passar pelo saguão, elevador e se refugiar no quarto. É simpático com os funcionários. Embora a circulação de hóspedes tenha diminuído devido à pandemia, o assédio ao técnico gremista continua, ele garante. Os gremistas sabem que ele mora no hotel. "Além da comida, tenho de controlar o número de camisas que dou por aqui. É muito pedido (risos). Procuro atender todo mundo, mas tenho de controlar se não acabo abrindo uma loja do Grêmio aqui", brinca.

Para manter a forma, Renato garante fazer dieta balanceada. Tem tudo o que precisa no hotel. Costuma pedir no quarto. Em tempos normais, quando era possível, fazia as refeições no restaurante. "Normalmente gosto de pedir massa. Mas gosto muito de salada com peixe também. Procuro controlar a alimentação mesmo estando em um hotel", afirmou. Essa rotina ele mantém. Todos os dias, tem de escolher o que comer. Quando estava sozinho, e mesmo agora, repara no silêncio maior do hotel. O número de funcionários foi reduzido. A retomada acotece lentamente.

Nesta quarta-feira, o Grêmio, de Renato Gaúcho, enfrenta o Internacional para definir o campeão do segundo turno do Gauchão. O vencedor do clássico vaio jogar com o Caxias na decisão do Estadual.

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