Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

Estádio do Palmeiras tem jogo festivo, apesar das críticas ao gramado

Campo será usado na sexta por convidados de evento empresarial

PAULO FAVERO, O Estado de S. Paulo

19 de junho de 2015 | 07h00

A arena do Palmeiras terá nesta sexta-feira uma partida entre convidados de um evento empresarial. É um jogo fechado, que foi agendado com a WTorre por uma quantia não revelada, mas estima-se que o valor médio cobrado fique em torno de R$ 150 mil, dependendo dos tipos de serviço oferecidos, como uso dos camarotes ou dos vestiários. Esse formato de aluguel do espaço, no qual o cliente pode usar o gramado, é comum em muitas arenas, mas está irritando a cúpula alviverde porque ocorre em um momento em que o gramado recebe muitas críticas por sua péssima condição.

Para piorar, o clube tem direito entre 5% e 20% do preço do aluguel, ou seja, se for cobrado da empresa R$ 150 mil para poder utilizar o campo de jogo por um período, o Palmeiras ganhará no máximo R$ 30 mil com isso. Além da questão financeira, a aposta era de que o grande intervalo de tempo entre a última partida em casa, domingo passado, contra o Fluminense, e a seguinte, no dia 28, contra o São Paulo, fosse apropriada para dar um descanso ao campo e permitir que o gramado ganhasse força. Mas o aluguel do estádio mudou essa expectativa.

Segundo a WTorre, por se tratar de um jogo entre atletas amadores, o impacto no gramado será muito menor. A empresa também argumenta que o período de disputa será mais curto, sendo que são pessoas que não costumam dar carrinhos nas disputas, fazendo com que a “agressão” ao gramado seja bem pequena. Mas por outro lado também é um dia a menos de descanso para a grama.

Por contrato, o Palmeiras precisa receber o estádio em condições para jogar futebol, ou seja, o gramado teria de estar sempre bom para as partidas do time. Antes da partida contra o Goiás, pelo Campeonato Brasileiro, no final de maio, o clube solicitou à WTorre para treinar no Allianz Parque, mas a empresa argumentou que preferia preservar o gramado.

Antes do confronto com o Fluminense, a mesma solicitação foi feita, negada também, mas o Palmeiras argumentou que queria usar o campo mesmo em estado ruim porque isso poderia ser uma vantagem na partida. A WTorre não se convenceu, mas a permissão só foi dada após o Alviverde aceitar uma série de restrições, como não fazer aquecimento no gramado e evitar treinos pesados na pequena área.

Após a partida contra o Flu e a enxurrada de críticas em relação ao campo, a empresa reconheceu que o gramado não estava bom e explicou que ele estava “prejudicado pelo excesso de atividades das últimas semanas”. Antes, no amistoso entre Brasil e México, o campo já se mostrou irregular.

E a situação piorou, provocando a ira na diretoria do Palmeiras. Tanto que Alexandre Mattos, diretor de futebol, reclamou publicamente. “Estádio lindo, camarote funcionando, cadeiras, vestiário perfeito e um gramado ridículo. Vamos cobrar”, esbravejou. Desta vez, via assessoria de imprensa, o Palmeiras apenas disse que não vai comentar a situação.


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