Em Minas, Santos tenta recuperar os pontos perdidos

O Santos quer recuperar neste domingo, contra o Atlético-MG, a partir das 18h30, no Estádio Independência, em Belo Horizonte, os dois pontos que deixou de somar no empate por 1 a 1 diante do lanterna Náutico, na última quarta-feira, na Vila Belmiro, para se manter com possibilidade de entrar no G4 do Brasileirão e manter vivo o sonho de voltar à Libertadores em 2014. Para isso, promete mostrar a mesma força que teve para derrotar o Inter, o São Paulo e o Fluminense em jogos fora de casa no campeonato.

SANCHES FILHO, Agência Estado

29 de setembro de 2013 | 10h04

"Não duvido que o Santos faça um baita jogo contra o Atlético-MG", disse o técnico Claudinei Oliveira, após reconhecer que a equipe teve, diante do Náutico, a pior apresentação sob o seu comando, inferior até mesmo à da goleada por 8 a 0 sofrida diante do Barcelona, no amistoso do dia 2 de agosto, na Espanha. Mais do que ninguém, ele sabe que, embora tenha jogadores jovens e o grupo ainda esteja em formação, esse time consegue encontrar forças para se reerguer após um grande tombo, como aconteceu no clássico com o Corinthians depois do vexame no Camp Nou.

Claudinei Oliveira deve escalar o Santos para jogar fechado na defesa, tirando os espaços do adversário e explorando os contra-ataques. A ausência do meia argentino Montillo, que sofreu a quarta lesão em nove meses, será a oportunidade para que ele reforce a marcação no meio-de-campo, com um paredão formado pelos volantes Renê Júnior, Alison e Arouca, para impedir que a bola do time mineiro chegue à frente com qualidade para Jô e Diego Tardelli.

O técnico santista deve proteger a entrada da área e, quando o time recuperar a bola, liberar Cícero e Arouca para encostarem nos atacantes Thiago Ribeiro e Willian José. O lateral-direito Cicinho, que, em determinados momentos até parece ponta, vai ter a incumbência de puxar os contra-ataques pela direita.

Mas o que deve mudar a cara do time do meio para frente é o retorno de Thiago Ribeiro, após cumprir suspensão diante do Náutico. "É ruim ficar fora e fico feliz por voltar num jogo dessa grandeza, mas a responsabilidade é enorme. O jogo é difícil, um clássico nacional, e o Santos já provou que joga bem fora de casa", disse o atacante. "Não podemos pensar que empate é bom. Se almejamos o G4, temos de vencer. Vamos jogar com inteligência, porque a vitória como visitante será importante para a nossa sequência no campeonato."

Entre altos e baixos, com vitórias surpreendentes e tropeços inimagináveis, o Santos faz campanha mais do que aceitável para um time que perdeu a identidade, a referência e, principalmente, deixou de estar num patamar acima ao dos concorrentes ao vender Neymar ao Barcelona. Como ainda procura se reorganizar com os remanescentes da equipe do técnico Muricy Ramalho, mais Cicinho, Mena e Thiago Ribeiro, que chegaram ao clube no meio do ano, e os garotos promovidos da base, o novo Santos ainda procura ter regularidade de produção, o que tem faltado principalmente na Vila Belmiro.

BOA LEMBRANÇA - O jogo deste domingo é especial para Claudinei Oliveira, porque a primeira vitória marcante dele como técnico do time profissional foi justamente contra o Atlético-MG, por 1 a 0, na Vila Belmiro, no dia 12 de junho, pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Ele assumiu interinamente após a demissão de Muricy com a derrota contra o Botafogo no Rio, no fim de maio, e logo na estreia empatou por 1 a 1 contra o Grêmio, na Vila Belmiro, e por pouco não caiu com a derrota por 3 a 1 do Criciúma, em Santa Catarina, mas se recuperou diante do clube mineiro, que, na ocasião, estava envolvido na Libertadores.

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