Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Em Minas, seleção brasileira volta a se preocupar com o gramado antes do jogo

Equipe vistoria Mineirão e quer evitar se sentir novamente prejudicada pelo mau estado do campo

Ciro Campos, enviado especial a Belo Horizonte, O Estado de S. Paulo

01 de julho de 2019 | 04h30

A Copa América está a quatro jogos do fim sem conseguir deixar jogadores e seleções satisfeitos com as condições de organização. Em Belo Horizonte, local da primeira semifinal do torneio, nesta terça-feira, entre Brasil e Argentina, novamente o gramado foi alvo de preocupação da seleção brasileira. O coordenador de seleções da CBF, Edu Gaspar, foi ao Mineirão no domingo pela manhã para fazer vistoria.

O dirigente caminhou pelo local e examinou alguns pontos específicos da grama. Ao contrário do realizado na partida anterior, em Porto Alegre, Gaspar estava sozinho, sem a presença de Tite, e não deve fazer uma nova visita. Antes do jogo contra o Paraguai, na Arena do Grêmio, a dupla foi ao estádio duas vezes em menos de 24 horas, conversou com funcionários e cobrou melhorias.

Após a partida de quartas de final, na quinta-feira, Tite reclamou muito do gramado e definiu a situação como absurda. "É inconcebível eu vir na segunda-feira aqui, ver que tem cinco pessoas trabalhando e no dia seguinte continuar a mesma coisa, com o gramado ainda prejudicado desse jeito", comentou.

Dias antes, o argentino Lionel Messi havia feito reclamação parecida sobre o mesmo campo, assim como o uruguaio Luis Suárez. Outras sedes como Salvador e Rio de Janeiro receberam críticas similares. Até agora só Arena Corinthians e Morumbi tiveram os gramados poupados de ataques.

Segundo o Comitê Organizador Local (COL) da Copa América em Belo Horizonte, o Mineirão passou nos últimos dias por um trabalho especial com adubos e iluminação artificial para estar em condições ideais. O órgão considerou a visita do Gaspar como protocolar e confia na qualidade do piso para a partida.

Pesa a favor do Mineirão o intervalo maior sem receber partidas. O último jogo em Belo Horizonte foi na segunda-feira da semana passada, entre Japão e Equador. Portanto, ao contrário de outras sedes, houve a possibilidade do gramado se recuperar por não ser exigido nos últimos dias. O clima na cidade também ajudou, com dias ensolarados e sem chuvas fortes.

Ainda assim, há um cuidado grande para a semifinal da Copa América. Nesta segunda-feira, dia do treino de véspera, as duas seleções abriram mão mais uma vez de fazer a atividade de reconhecimento do gramado, como é comum em torneios desse tipo. A ordem é continuar a poupar os campos de jogo. 

O Brasil vai realizar a atividade na Cidade do Galo e só depois do trabalho o técnico Tite irá ao Mineirão para conceder a entrevista coletiva oficial e obrigatória pré-jogo. Apenas antes dos jogos contra Bolívia, no Morumbi, e Peru, na Arena Corinthians, a seleção manteve o cronograma habitual de treinar na véspera no local da partida.

LOGÍSTICA

A Copa América vai aumentar o cuidado com o deslocamento dos times. Na sexta-feira, em São Paulo, o Chile pegou trânsito ao sair do hotel e se atrasou para o jogo com a Colômbia, na Arena Corinthians. 

O zagueiro brasileiro Thiago Silva reclamou desse aspecto da organização. "A logística de hotel, em dia de jogo, tem sido muito difícil. Podia ter sido feito um pouco melhor", afirmou.

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