Em Mogi Mirim, Corinthians quer que ataque desencante

Em Mogi Mirim, Corinthians quer que ataque desencante

A uma semana da Libertadores, Tite espera que atacantes voltem a marcar gols

VÍTOR MARQUES, Agência Estado

08 de fevereiro de 2012 | 08h02

O ataque do Corinthians começou o ano com aproveitamento muito baixo para um time que manteve a base campeã brasileira. A uma semana da estreia na Copa Libertadores, os números se transformaram em um problema para Tite. O treinador espera resolver a questão a partir do jogo desta quarta-feira contra o Mogi Mirim, às 22 horas, em Mogi Mirim, pela 6.ª rodada do Campeonato Paulista.

"Estou atento a essa situação. Está faltando precisão final, muito por minha culpa do treinamento", disse o treinador. Tite, no entanto, confessou que estava em uma encruzilhada: ou exigia mais dos atletas nos treinos ou privilegiava um trabalho mais lento, visando a uma evolução a longo prazo. Ele optou pela segunda opção pelo simples fato de não ter nenhum atleta contundido neste início de temporada. "Se colocar o cara para treinar chute a gol, pode estourar", resumiu.

O Corinthians só marcou sete gols nos cinco jogos que disputou pelo Estadual. Nos últimos três, a média é de um por jogo. A vantagem de Tite é poder escalar a maioria dos titulares. Do meio de campo para frente, todos vão para o jogo. Emerson, que havia desfalcado o time nos dois últimos jogos, volta à equipe e forma dupla de ataque com Liedson. No meio, os armadores Alex e Danilo também retornam. Assim como o lateral-esquerdo Fábio Santos. Os únicos que serão poupados são o lateral-direito Alessandro e o zagueiro Chicão.

Tite tem cobrado uma evolução constante da equipe, que ainda está longe do ritmo ideal. Com a volta de seus principais jogadores, ele acredita em um Corinthians melhor nesta quarta do que foi no empate contra o Bragantino. Muito pelo entrosamento do time, que passou a se entender melhor jogando com dois meias - como será em Mogi Mirim - e dando espaço aos laterais.

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