Em momentos distintos, Corinthians e Palmeiras se enfrentam no Pacaembu

Alvinegro busca refazer as pazes com a vitória e sua torcida enquanto Alviverde vive boa fase

Daniel Batista e Vitor Marques, O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2014 | 04h55

SÃO PAULO - Se há um clube que chega ao clássico deste domingo pressionado é o Corinthians, que passa por um momento turbulento e precisa derrotar o Palmeiras no Pacaembu, em outro jogo de risco por causa das torcidas organizadas. Do outro lado, a vitória fortaleceria ainda mais o rival, em busca de um título neste ano do seu centenário.

O Corinthians começou tão mal (ou pior) 2014 como havia terminado 2013. Não vence há cinco jogos, é o lanterna de seu grupo no Paulistão e sofre com debandada de jogadores após a invasão de torcedores ao CT. Já o Palmeiras, ao lado do Santos, tem a melhor campanha do Estadual, com 90% de aproveitamento. Portanto, só isso lhe daria total favoritismo para se impor e vencer o clássico.

Mano Menezes nem sequer tem uma base e, por diversas razões, mexe na escalação da equipe a cada partida. Neste domingo não será diferente: Jadson ou Renato Augusto será titular. O Palmeiras, por outro lado, tem um time. Gilson Kleina usa a base da Série B e vê Valdivia como protagonista. É o suficiente para vencer jogos no Campeonato Paulista.

Como curiosidade, há quem compare este clássico com aquele disputado no início de 2011, quando o Corinthians também vivia uma fase tenebrosa após derrota para o Tolima. O discurso, à época, era: Tite seria demitido se o Corinthians não ganhasse. Com um gol de Alessandro, tudo mudou.

Mano Menezes não será demitido neste domingo mesmo em caso de derrota, garantiu o presidente Mário Gobbi, o fiador do treinador. Nem se sofrer nova goleada - já perdeu de 5 a 1 para o Santos, o jogo que foi o estopim da crise e da invasão.

"Derrotas são ruins, e já tivemos todas elas. Chega. O que está claro é que neste jogo temos de ter uma capacidade de superação, a dificuldade é extrema, mas a dificuldade também é uma oportunidade. É assim que temos de encarar o clássico", afirmou Mano.

O treinador preparou algumas mudanças no time e também na maneira de a equipe atuar. A novidade está no meio de campo, o setor que Mano mais mexeu desde que assumiu o Corinthians. Ele ensaiou uma formação com três volantes e um meia, em vez de dois.

Ralf, Guilherme e Bruno Henrique fariam o "trabalho sujo" para dar liberdade a Renato Augusto ou Jadson - só um deles começa jogando. Além disso, os marcadores farão, espera-se, uma cobertura melhor dos laterais Fagner e Uendel.

Mano quer dar mais segurança à defesa, a seção mais criticada do time desde sua chegada. Nos treinos, o zagueiro Felipe ganhou a posição de Cleber. Para muitos é uma surpresa. Felipe é considerado mais técnico, mas já ganhou fama de azarado até por gente dentro do clube. No ataque, Romarinho, que já marcou quatro gols em três jogos contra o rival, está escalado ao lado de Guerrero. Emerson está suspenso.

Kleina quer seu time sem pressa, cozinhando o jogo. Ele acredita que quanto mais tempo passar com a bola no pé, mais irritará os corintianos dentro e fora de campo. Isso, avalia, facilitará sua vida. O treinador vai colocar Marcelo Oliveira para anular o único meia do rival e tentar jogar em cima do erro adversário. Bruno César tinha chance de estrear, mas não joga. Josimar pode ficar no banco.

O clássico também é especial para Alan Kardec. O atacante será observado por Felipão e tem chance de ser convocado para amistoso da seleção brasileira contra a África do Sul, dia 5 de março, em Johannesburgo.

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