Shizuo Kambayashi/AP - 09/12/2011
Shizuo Kambayashi/AP - 09/12/2011

Em momentos distintos, Ganso e Neymar comandam Santos na estreia do Mundial

Equipe alvinegra encara o surpreendente Kashiwa Reisol para buscar vaga na tão sonhada decisão

Luís Augusto Mônaco, O Estado de S. Paulo

13 de dezembro de 2011 | 23h20

NAGOYA - Dois craques, dois amigos, dois momentos muito diferentes, mas a mesma expectativa: brilhar no Mundial Interclubes da Fifa. Neymar chega à competição voando, com prêmios debaixo do braço e como alvo dos olhos dos europeus. Ganso teve um ano difícil, ponteado por lesões e polêmicas, e precisa de um grande desempenho no Japão para terminá-lo em alta. Nesta quarta-feira, contra o Kashiwa Reysol, os dois começam a viver essa aventura.

A temporada de Neymar beira a perfeição. Foi eleito o melhor jogador do Sul-Americano Sub-20, do Paulista, da Libertadores e do Brasileirão, chamou a atenção do mundo ao ser o único jogador que não atua na Europa indicado ao prêmio da Fifa, concorre com Messi e Rooney ao gol mais bonito de 2011, foi o pivô de uma batalha de proporções colossais entre os rivais Real Madrid e Barcelona e consolidou-se como o rei da publicidade no Brasil – tem nove contratos. Por onde ele anda atrai uma multidão, e no Japão não tem sido diferente.

Mesmo com tanta badalação em torno do garoto, Muricy tem certeza de que ele não perderá a concentração. "Apesar da pouca idade o Neymar já tem experiência internacional. Ele foi feito para jogos e competições importantes, e não vai sentir a pressão."

Ganso dividiu com Neymar os holofotes até o fatídico jogo com o Grêmio em agosto de 2010, quando sofreu a lesão nos ligamentos do joelho esquerdo. Até ali havia enquetes perguntando qual dos dois era melhor.

Lesões musculares picotaram a sua temporada depois que voltou, em fevereiro, e ele jogou pouco mais da metade das partidas disputadas por seu amigo. Enquanto Neymar entrou em campo 64 vezes em compromissos do clube, da seleção e da Sub-20 (marcou 39 gols), o meia fez 35 jogos e cinco gols.

Esteve longe do brilho mostrado até agosto de 2010, e viu o mercado europeu se fechar e passar a olhá-lo com desconfiança por causa das seguidas lesões. E fora de campo ficou no meio de uma guerra entre Santos e DIS – em que sempre deixou claro confiar mais na empresa. O último capítulo dessa polêmica foi a venda dos 10% de seus direitos econômicos, como revelou o Estado no último sábado.

Ele disse que vendeu para a DIS (por R$ 5 milhões) porque o Santos não quis comprar, e o clube alega não ter sido informado de sua intenção. Aos que lhe perguntam se a agitação provocada pela notícia, que ele mesmo confirmou, não pode atrapalhar seu desempenho, ele garante que não. "Estou preparado para fazer um grande Mundial." Se fizer mesmo, e Neymar jogar o que vinha jogando no Brasil, a chance de o Santos ser campeão aumenta bem.

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