Cesar Greco/Agência Palmeiras
Cesar Greco/Agência Palmeiras

Em momentos opostos, Palmeiras e Santos se enfrentam na arena

Alviverde vive boa fase enquanto o Alvinegro tenta subir na tabela

Daniel Batista, Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2015 | 07h00

Na última vez em que se enfrentaram, o Santos saiu de campo campeão e o Palmeiras cabisbaixo. Dois meses e meio depois, os rivais se encontram no Allianz Parque, neste domingo, às 16h, em momentos completamente opostos. O campeão está na zona de rebaixamento enquanto o vice cresce a cada rodada e estreia um nome de peso.

No Palmeiras, a expectativa está na primeira partida de Lucas Barrios pela equipe. O paraguaio chegou ao Brasil no domingo passado e, com apenas dois treinos ao lado de todo o grupo, já deve ficar como opção no banco de reservas e certamente entrará no decorrer da partida. “Por uma questão de coerência, vou manter o Leandro Pereira na equipe”, explicou o técnico Marcelo Oliveira. 

Independente do que acontecer no clássico, a tendência é que realmente o atacante entre até para ganhar rapidamente ritmo de jogo e existe, inclusive, a possibilidade de domingo que vem, diante do Vasco, no Rio, ele já ser titular. 

O empate com o Sport na última rodada fez com que o alviverde desse uma pequena distanciada do G-4 – começa a rodada quatro pontos distante –, mas isso não significa que o objetivo mudou. “Estamos em uma boa posição, crescendo no campeonato, jogaremos em casa e próximos do G-4. Temos uma boa oportunidade de se manter bem na tabela”, alertou o treinador, que tem trabalho com objetivos curtos.

O primeiro era conseguir 12 pontos nos primeiros quatro jogos sob o comando do treinador e foi justamente o que o Palmeiras conseguiu (vitórias sobre São Paulo, Chapecoense, Ponte Preta e Avaí). Depois, um empate diante do Sport. E, agora, a meta é entrar e ficar o quanto antes no G-4. 

O clima no Palmeiras para o jogo é muito bom. Única coisa que parece preocupar é o bom ataque do rival, formado por Lucas Lima, Geuvânio, Gabriel e Ricardo Oliveira. A marcação é o que mais Marcelo Oliveira tem alertado como algo que não está lhe agradando.

“Do meio para frente, as coisas estão indo bem. Só precisamos ficar mais atentos e não deixar o adversário ficar tanto com a bola no pé”, explicou o treinador, que, por causa disso, na sexta-feira comandou um treinamento tático onde priorizou a marcação. 

Para tranquilizá-lo, nada melhor do que ganhar uma boa opção na marcação. Após três jogos fora, por causa de uma inflamação na coxa, o meia Robinho, que marca muito melhor que Zé Roberto, está de volta e será titular. Na zaga, Vitor Hugo continua fora, por causa de uma lesão na face, e Leandro Almeida ganha nova oportunidade, ao lado de Victor Ramos. 

 

O dia pode ser histórico no Allianz Parque. A torcida do Palmeiras tem grandes chances de bater o recorde de público no estádio. A marca atual é justamente em um clássico com o Santos, no primeiro jogo da decisão do Campeonato Paulista, quando 39.479 torcedores estiveram presentes.

Até sexta-feira haviam sido vendidos mais de 36 mil ingressos. Foram colocados 38 mil à disposição do torcedor, mais 3 mil bilhetes para camarotes e 1.500 destinados aos santistas, que também devem comparecer em bom número. 

O maior público registrado pelo alviverde no Brasileiro foi diante do Avaí, dia 8, quando 37.530 torcedores estiveram na arena e viram a vitória por 3 a 0. A marca deve ser batida hoje. A equipe palmeirense tem a melhor média de público como mandante na competição, com 31.745 pagantes por jogo.

"Já enfrentei a torcida do Palmeiras e sei da força que ela dá para empurrar o time. Mesmo quando o time está perdendo, a torcida apoia e sei o quanto ela tem ajudado a equipe", disse o atacante Lucas Barrios.

VITÓRIA PARA RESPIRAR

Se no Palmeiras, a confiança é total e o objetivo é brigar no topo, o Santos só quer deixar a zona de rebaixamento e encerrar um incômodo jejum no Brasileiro: ainda não venceu como visitante. Em sete jogos, foram cinco derrotas e dois empates. Apesar da necessidade da vitória para sair da zona de rebaixamento, o técnico Dorival Junior – que reencontra o Palmeiras – reconhece que o rival vive um momento melhor. 

“O momento do Palmeiras é melhor do que o momento do Santos. Temos de respeitar isso, mas vamos buscar e correr atrás para fugirmos dessa situação que é muito incômoda”, afirmou o técnico santista. 

O atacante Ricardo Oliveira é a esperança de gols. Artilheiro dos clássicos em 2015 – ele marcou sete gols em oito jogos –, o jogador de 35 anos afirma que o segredo é a experiência. “Na hora de finalizar, o jeito pode ser mais importante que a força”. 

O treinador confirmou o retorno de Renato ao time titular no lugar de Paulo Ricardo – esta deverá ser a única mudança em relação à equipe que venceu o Figueirense por 3 a 0 no último sábado. “Ele está sempre com a cabeça erguida, sempre buscando a melhor jogada possível, simplifica. Naturalmente, o Paulo teve uma excelente postura em frente à zaga. Terá outras oportunidades. Espero que tenhamos a mesma postura que a equipe apresentou no jogo anterior”, afirmou Dorival. 

Para o treinador, um dos segredos para a equipe conseguir um bom resultado é a compactação, característica trabalhada em vários treinamentos ao longo da semana. "Não podemos de abrir mão de marcar. A compactação tem de existir. Trabalhamos nisso durante a semana”, disse o treinador. 

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Leandro Almeida e Egídio; Gabriel, Arouca, Robinho, Dudu e Rafael Marques; Leandro Pereira

Técnico: Marcelo Oliveira

SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz (Crystian), Werley, David Braz e Zeca; Thiago Maia, Renato e Lucas Lima; Gabriel, Ricardo oliveira e Geuvânio

Técnico: Dorival Junior

JUIZ: Wagner Magalhães (RJ)

LOCAL: Allianz Parque, em São Paulo

HORÁRIO: 16h

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