Everton Oliveira/Estadão
Everton Oliveira/Estadão

Em Moscou, 'clima de Copa' chega primeiro com os colombianos

Torcedores do país sul-americano fazem festa na Praça Vermelha e nas proximidades do Kremlin

Glauco de Pierri e Gonçalo Junior, enviados especiais / MOSCOU, O Estado de S.Paulo

07 Junho 2018 | 16h14

Aos poucos, a capital da Rússia vai ficando cada vez mais colorida. No lugar das tracionais roupas com cores sóbrias, diferentes tonalidades chamam a atenção apenas em um passeio pelos principais pontos turísticos de Moscou.

 

 

 

Na Praça Vermelha, por exemplo, a Copa do Mundo já começou pelo menos para os turistas. No local, já pode-se ver centenas de pessoas caminhando com camisas das seleções que a partir da semana que vem começam a lutar pelo título - ou até de quem não conseguiu se classificar, já que dois italianos com a camisa da Azurra circulavam pelo local na tarde de ontem.

Se dentro de campo a bola ainda não rolou, fora dele a festa já começou pelo menos para quatro colombianos, que andavam descontraidamente entre os sisudos russos, todos com as camisas amarelas oficiais da seleção colombiana.

"Somos sul-americanos! Sim, senhor, somos simpáticos. Todos nós, do nosso continente, somos assim... brasileiros, argentinos, colombianos...", disse, às gargalhadas, Diego Rodriguez, único dos quatro que vive em Moscou, mas que ainda não consegue falar o idioma russo corretamente.

"Sou professor de espanhol para estrangeiros aqui... moro há quatro anos em Moscou e ainda não falo russo, mas um dia eu consigo", disse ele, que na Colômbia morava em Bogotá, assim como seu pai e seus dois amigos, que vieram ao país para assistir aos jogos da seleção do técnico José Pékerman.

Diego afirma que "não é que os russos sejam chatos", mas, para ele, o povo sul-americano é mais gentil, "de primeira". "Aqui na Rússia, primeiro você precisa ter a confiança do russo, aí sim, depois, ele vai ser seu amigo, vai rir e se descontrair com você. Nós sul-americanos não. Nos damos bem de primeira. Veja a gente conversando e todo mundo olhando com cara de espanto", brincou o colombiano durante a conversa com a reportagem do Estado, próximo à uma das entradas do Kremlin, a sede do governo do país em Moscou.

"Temos confiança de que vamos conseguir passar para a segunda fase do Mundial", disse o aposentado Jaime Rodriguez, pai de Diego e torcedor fanático do Independiente Santa Fé, clube que revelou o zagueiro Yerri Mina, hoje no Barcelona, mas que passou antes pelo Palmeiras.

"O jogo mais difícil será contra a Polônia do Levandowski. Fora esse, acho que podemos ganhar os outros", disse Jaime, que gosta muito do futebol do atacante Miguel Borja, artilheiro palmeirense na temporada. "Ele tem o faro do gol. Vai acabar sendo titular. Vi que os brasileiros não estavam com muita paciência com ele, mas agora melhoraram. Ele é incrível, jogava muito no Nacional de Medellín", afirmou.

Oscar Carillo e Oscar Barella, amigos de Diego e que acompanharam Jaime na viagem de Bogotá até Moscou, também estão confiantes. "Vamos atropelar Japão e Senegal", afirmou Carillo. Barella foi além e disse que a equipe colombiana é uma das melhores da história do país e que existe grande expectativa em relação aos resultados. "Com certeza chegaremos às quartas de final", sentenciou.

 

 

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