Lucas Figueiredo/ CBF
Lucas Figueiredo/ CBF

Em Natal, seleção tem rotina discreta e de pouco contato com a torcida

Segurança e privacidade da equipe estão "à prova de tietagem"

Ciro Campos, enviado especial a Natal, Estadão Conteúdo

06 Outubro 2016 | 14h30

O jogo desta quinta-feira entre Brasil e Bolívia, na Arena das Dunas, pelas Eliminatórias da Copa, é a segunda e última chance do torcedor potiguar ver de perto os jogadores durante a estadia na cidade. A oportunidade é rara, porque o treino aberto já foi realizado na segunda-feira e não será repetido, assim como o esquema de segurança e privacidade da equipe de Tite está organizado para ser "à prova de tietagem".

O retorno do Brasil para Natal 34 anos depois da primeira visita gerou expectativa pela venda dos 31 mil ingressos para o jogo em cerca de seis horas. O tempo de comercialização para o treino aberto foi a metade disso. Mas apesar dessa procura, em termos de corresponder o carinho, a seleção brasileira admite estar abaixo do esperado no relacionamento com os fãs. "Infelizmente a gente não tem tanto contato com os torcedores, porque é muita gente", lamentou o lateral Filipe Luís.

No hotel de luxo usado como concentração, os jogadores ocupam uma área restrita. Algumas instalações do local estão interditadas para uso exclusivo da equipe. Só estão no imóvel hóspedes, funcionários e alguns jornalistas credenciados que têm acesso ao lobby do hotel. De resto, torcedores não podem se aproximar nem do estacionamento, que é vigiado por vários seguranças.

A chegada dos jogadores teve pouca festa. Em virtude do tempo curto, todos procuraram descansar ao máximo, até por recomendação da comissão técnica. O único contato com a torcida por enquanto, com os 10 mil presentes no treino aberto na segunda, terminou com a distribuição de acessórios de treino e acenos. Neymar, o mais festejado, teve interação discreta com o público nessa atividade e teve de sair mais cedo de campo.

O capitão da equipe para o jogo com a Bolívia, o meia Renato Augusto, minimizou essa situação, ao dizer que o mais importante é sentir o apoio durante o jogo, e não tanto durante os dias de preparação. "O jogador não joga sozinho. Temos que fazer o nosso papel em campo. O torcedor até cria uma expectativa de goleada. E é mentira. Pode ser um jogo complicado", explicou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.