Em nota, Corinthians pede 'punição exemplar' a envolvidos em briga

'Que se apure e se cumpra o que a lei determina', diz texto publicado no site do clube

RAPHAEL RAMOS, O Estado de S. Paulo

27 de agosto de 2013 | 16h35

SÃO PAULO - O Corinthians, por meio de nota oficial divulgado em seu site, pediu nesta terça-feira "punição exemplar" a todos os responsáveis pela briga generalizada entre torcedores do clube e vascaínos, domingo, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

O clube também destaca o fato de um dos envolvidos na briga, Leandro Silva de Oliveira, sócio da Gaviões da Fiel, ser um dos presos em Oruro, acusados pela morte do jovem boliviano Kevin Espada, de 14 anos, e ressalta que o torcedor "foi libertado na Bolívia porque não havia, naquele triste episódio, provas contra ele". Mas salienta que no caso da confusão em Brasília, se houver provas contra Oliveira, "o Corinthians é favor de que se apure e que se cumpra o que a lei determina."

Na nota, o Corinthians, que corre risco de ser punido pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), também aproveita para se eximir de qualquer responsabilidade. "O Corinthians deixa claro mais uma vez que não paga, dá ou subsidia ingresso e/ou viagem de qualquer torcedor a jogos do time".

Leia a íntegra da nota:

A diretoria do Sport Club Corinthians Paulista vem a público lamentar profundamente a briga entre torcedores no estádio Mané Garrincha, no último domingo, no jogo entre Vasco x Corinthians; e aproveita para deixar claro que é totalmente a favor da apuração dos fatos e da punição exemplar de todos os responsáveis pelo ocorrido.

O Corinthians reitera que, assim como fez anteriormente, é a favor de que os culpados sejam identificados e punidos. E que os inocentes não paguem por atos que não tenham cometido, respeitando-se os princípios constitucionais da presunção de inocência, do contraditório, da ampla defesa e das liberdades clássicas do cidadão, tendo compromisso com o estado democrático de direito.

Sobre o fato de um dos envolvidos na confusão ser um dos presos em Oruro, se faz necessário esclarecer que o mesmo foi libertado na Bolívia porque não havia, naquele triste episódio, provas contra ele. Se agora houver, o Corinthians é favor de que se apure e que se cumpra o que a lei determina.

Por fim, o Corinthians deixa claro mais uma vez que não paga, dá ou subsidia ingresso e/ou viagem de qualquer torcedor a jogos do time.

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