reprodução/ Youtube
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Em novo caso de assédio, argentino perde registro de fã por vídeo com adolescente

Néstor Fernando Penovi, de 47 anos, filmou ele próprio pedindo que russa de 15 anos repetisse frases de cunho sexual

Glauco de Pierri, enviado especial / Moscou, O Estado de S.Paulo

21 Junho 2018 | 16h38

Em mais um caso de assédio a mulheres na Rússia provocados por torcedores da América do Sul que estão no país para acompanhar a Copa do Mundo, o argentino Néstor Fernando Penovi, de 47 anos, perdeu o seu Fan ID (registro de fã, que autoriza a entradas nos estádios do país). Ele gravou um vídeo sexista e misógino com uma adolescente russa de 15 anos. Em conversa com o jornal argentino El Clarín, ele pediu desculpas publicamente.

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No vídeo que circulou por grupos de WhattsApp, o argentino pede para que a russa repita, em espanhol, frases de cunho sexual. "Pedimos imediatamente que esta pessoa, por ser desonesta e indecente, fique sem a possibilidade de entrar nos estádios durante todo o Mundial. Nos dá pena como argentinos ver uma coisa assim quando há milhares tendo um comportamento exemplar", disse Gilberto Madero, diretor de segurança de espetáculos futebolísticos do Ministério da Segurança da Argentina, para a rádio La Red, de Buenos Aires.

Néstor foi entrevistado nesta quinta-feira pelo canal de TV argentino Ciudad Magazine, do Grupo Clarín. Ele reconheceu o erro, se disse arrependido, mas afirmou que ninguém o procurou para retirar sua identidade de fã.

"Cometi um grave erro. Me equivoquei. Foi uma piada de péssimo gosto, porém já foi. Somos 14 amigos na Rússia. Foi um vídeo rápido que gravaram, em poucos segundos eu fiz isso e o vídeo explodiu. Quero pedir desculpas ao povo argentino, ao povo russo, a todos os meus amigos e conhecidos do meu bairro, aos meus filhos, à mãe dos meus filhos. É uma vergonha. Estou muito arrependido. Mas até agora ninguém me falou nada, nem que não vão me deixar entrar nos estádios nem que vão me deportar. Só quero pedir desculpas pelo meu erro", afirmou o torcedor.

 

Em Moscou, a Fifa não tinha nenhuma informação sobre o caso. Procurado, o governo da Rússia ainda não havia se manifestado até a publicação desta reportagem.

 

 

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