Ng Han Guan/AP
Ng Han Guan/AP

Em Pequim, Neymar tenta derrotar Messi pela primeira vez

Brasileiro jamais levou a melhor sobre o argentino e tem no Superclássico deste sábado mais uma chance para reverter a escrita

Raphael Ramos - enviado especial a Pequim, O Estado de S. Paulo

10 de outubro de 2014 | 23h14

Em mais um duelo direto com Messi, Neymar tenta, pela primeira vez na carreira, derrotar o craque argentino neste sábado, em Pequim, pelo Superclássico das Américas. Os dois estiveram frente a frente por suas seleções em duas oportunidades, e Messi levou a melhor em ambas as vezes, com estilo.

Em 2010, em Doha, no Catar, a Argentina ganhou por 1 a 0, com um gol do atacante do Barcelona. Dois anos depois, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, o argentino fez três gols na vitória por 4 a 3. No intervalo entre essas duas partidas ainda teve a final do Mundial de Clubes em 2011, no Japão, quando Lionel Messi liderou o massacre do Barcelona diante do Santos e marcou duas vezes na goleada por 4 a 0.

Para conseguir a primeira vitória sobre Messi, Neymar promete uma postura mais aguerrida e menos exibicionista neste sábado. "A gente não está aqui para dar cinco canetas, chapéu e perder o jogo. Estamos aqui para ganhar. Se não acontecer nada disso e a gente ganhar de meio a zero, está bom demais."


Será a primeira vez que ambos vão se enfrentar desde a transferência do brasileiro para o Barcelona, no ano passado. Agora amigo do argentino, Neymar já disse para Messi que ele pode até voltar a marcar três gols na seleção, mas desde que o Brasil saia vitorioso.

"Pela amizade que a gente tem, a gente brinca falando que um vai ganhar do outro. Falei para ele: ‘pode fazer dois, três gols, mas que o Brasil vença", disse Neymar.

Neymar não poupou elogios a Messi e admitiu que nem mesmo ele, que atua ao lado do argentino no Barcelona há mais de um ano, tem a receita de como pará-lo. 

"Tem de torcer para ele não estar em um dia bom e não tocar na bola. Acho que é a única maneira de marcar o Messi. Falei para os meus companheiros que têm de tomar cuidado, estar sempre em alerta e não deixar ele pensar muito", disse.

Apesar da reverência ao argentino, o atacante está confiante. "Jogar contra ele não é muito agradável, mas é Brasil e Argentina, são duas grandes seleções, com grandes jogadores, e espero levar a melhor nesse duelo", disse o atacante que esperava por esse confronto na final da Copa no Maracanã. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.