Juan Mabromata/AFP Photo
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Em repetição de final, Argentina e Chile fazem duelo decisivo pelas Eliminatórias

Ambos os times têm desfalques importantes para a partida

Estadao Conteudo

23 de março de 2017 | 07h50

As Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018 estão entrando apenas em seu terço decisivo. Mas, embora as seleções ainda tenham seis partidas a disputar, Argentina e Chile se enfrentam nesta quinta-feira, no Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, em um duelo realmente decisivo às duas equipes.

O Chile é o quarto colocado das Eliminatórias com 20 pontos, um a mais do que a Argentina, que está em quinto e hoje precisaria disputar a repescagem mundial. A Colômbia, por sua vez, soma 18, recebe a Bolívia e pode chegar a 21. Uma derrota em Buenos Aires, assim, pode tirar argentinos ou chilenos da zona de classificação.

E o duelo desta quinta pode ser considerado ainda mais emblemático pelo recente retrospecto: as duas últimas decisões da Copa América foram definidas pelas duas seleções. E, em ambos os casos, nos pênaltis, o título ficou com o Chile, resultados que ampliaram o jejum de mais de duas décadas de títulos da Argentina.

"Ganhar do Chile será fundamental e não é importante como se ganhe, mas que se ganhe", afirmou o técnico da seleção argentina, Edgardo Bauza, muito criticado por não conseguir apresentar um padrão de jogo, mesmo tendo em mãos um dos grandes elencos do futebol mundial.

A grande dúvida de Bauza para o duelo está no ataque: com o problema muscular de Paulo Dybala, o atacante Sergio Agüero treinou entre os titulares e pode formar o poderoso quarteto ofensivo ao lado de Messi, Di María e Higuaín. Outra opção seria escalar Ever Banega e reforçar o meio-campo.

Um dos principais destaques da seleção chilena, por outro lado, Arturo Vidal cumpre suspensão e está fora do duelo desta quinta. O técnico Juan Antonio Pizzi não conta ainda com o volante Marcelo Díaz, lesionado, e tem dúvidas sobre a escalação de Alexis Sánchez e Gary Medel, que se recuperam de contusões.

"Reconhecemos a importância de Vidal, mas as opções que temos me deixa confiante", assegurou o treinador, que voltou a convocar Valdivia e pode escalá-lo como titular. "Nossa intenção é ir à Argentina para ganhar."

Em Barranquilla, por sua vez, a Colômbia entrará com atenção redobrada para não ser surpreendida pela Bolívia - vice-lanterna das Eliminatórias - e saltar para a zona de classificação. Falcao García, um dos principais destaques da seleção, está lesionado e não joga. Já Miguel Ángel Borja sentiu um desconforto muscular e foi poupado dos treinos, mas deve formar a dupla de ataque com Carlos Bacca.

"Contra a Bolívia precisamos começar bem, e a tranquilidade será importante para isto", avaliou o zagueiro Cristian Zapata. "Conhecemos os bolivianos, são jogadores aguerridos e nunca dão uma bola por perdida", acrescentou o goleiro David Ospina.

OUTROS JOGOS - Mesmo fora de casa, a seleção equatoriana precisa de um bom resultado para não correr riscos de despencar da terceira posição, uma vez que soma os mesmos 20 pontos do Chile. Para isto, no entanto, precisa estar atento diante do irregular Paraguai, que tem apenas 15 pontos e precisa vencer para se manter com chances de ir à Copa. "O Paraguai é imprevisível no campo: às vezes joga muito bem, às vezes, não", afirmou Gustavo Quinteros, técnico do Equador.

Ainda nesta quinta-feira, também fora de casa, o Peru também entra em campo precisando vencer para se manter com alguma chance de se classificar à Copa da Rússia. A seleção tem 14 pontos e enfrenta a lanterna Venezuela.

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