Em São Paulo, PM simula esquema da segurança para a Copa do Mundo

Treinamento em casos de sequestro ou vazamento de produto químico são colocados em prática

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

25 de março de 2014 | 12h21

Atualizado às 18h30

SÃO PAULO - A Polícia Militar realizou na manhã terça-feira, em São Paulo, uma simulação do esquema de segurança que será utilizado durante a disputa da Copa do Mundo. A intenção foi treinar vários cenários que podem ocorrer durante a competição, marcada para o período entre 12 de junho e 13 de julho, com seis jogos sendo disputados na capital paulista.

Nesta terça-feira, foram feito treinamentos de escolta, do Aeroporto de Guarulhos para hotéis onde as seleção ficarão.

Também foi simulado uma situação de vazamento de produto químico, com auxílio do Corpo de Bombeiros, treinamento em caso com reféns e também com o apoio do Esquadrão de Bombas do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) para lidar com artefatos explosivos. Além disso, um helicóptero foi usado para levar feridos a hospitais de referência. O coronel Wagner Tardelli explicou que essas atividades já são treinadas nos quartéis.

"O desejo é que tudo transcorra da forma mais tranquila na Copa, com o Brasil vencendo o torneio", afirmou. Em um primeiro momento, não haverá policiais dentro dos estádios durante a Copa, mas eles ficarão nos arredores dos estádios e vão atuar em caso de necessidade. "Só faremos alguma coisa se os stewards (seguranças privados) não derem conta. Nossos acessos são limitados", disse, destacando que a polícia estará de prontidão para atuar.

Tardelli, porém, não revelou a quantidade do efetivo que poderá ser usado nesses casos. O coronel também garantiu que todas as seleções receberão tratamento igual, mesmo com as equipes do Irã e dos Estados Unidos ficando hospedadas em São Paulo.

Além disso, destacou que a PM não tem preocupações especiais para a Copa e está pronta para lidar com as manifestações. "O Brasil não tem histórico de terrorismo, mas isso não é descartado nos nossos treinamentos. A preocupação seria mesmo com a quebra da ordem", disse Tardelli, confirmando que a recém-criada Tropa do Braço atuará durante o torneio. "Ele é uma tropa que faz parte da polícia, não será específica para a Copa", completou.

A Polícia Militar de São Paulo criou três batalhões para atuar na Copa. Subordinados ao Comando de Policiamento Copa (CPCopa), terão 4.265 homens. O efetivo, entre praças e oficiais, virá das escolas de Educação Física, Superior de Sargentos, Superior de Bombeiros e da Academia de Polícia Militar do Barro Branco. Além desse efetivo e do próprio policiamento, a PM irá adiar folgas e férias para que o máximo possível de profissionais esteja nas ruas.

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